MADRID 3 jun. (Portaltic/EP) -
A Meta permitirá que seus funcionários façam pausas de até meia hora no sistema de monitoramento que registra suas atividades para treinar seus modelos de inteligência artificial, após as reclamações recebidas.
A gigante tecnológica implementou há alguns meses, internamente, um sistema que registra os cliques, as teclas digitadas e a navegação de seus funcionários para coletar dados com os quais treinar seus modelos de inteligência artificial, a partir de exemplos reais.
Em abril, quando esses planos vieram à tona, a empresa garantiu que o sistema contava com medidas de segurança para proteger o conteúdo sensível. Agora, soube-se que a Meta fez algumas alterações na Model Capability Initiative (MCI), que é o nome dado ao sistema internamente.
Essas alterações incluem uma pausa para os funcionários, para que possam interromper temporariamente o monitoramento. Se precisarem verificar algo pessoal, eles têm até 30 minutos, conforme consta em um documento interno enviado aos funcionários, ao qual o The Information teve acesso.
Também será permitido que uma parte dos funcionários solicite a saída do programa de monitoramento, mas não se trata de uma medida à qual todos possam recorrer, limitando-se apenas àqueles que trabalham remotamente com cobertura ruim, lidam com assuntos confidenciais ou trabalham em locais onde não podem manter o laptop sempre conectado à rede elétrica.
As mudanças parecem ter sido motivadas pelas reclamações dos funcionários. A implementação do MCI gerou protestos nos escritórios dos Estados Unidos e do Reino Unido, não apenas pela situação de monitoramento contínuo, mas também pela sensação de que estavam ajudando a treinar a IA que acabaria por substituí-los.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático