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MADRID 30 abr. (Portaltic/EP) -
A Meta está trabalhando em um novo tipo de assistentes pessoais concebidos para ajudar os usuários a “alcançar seus diversos objetivos”, além de novos assistentes empresariais para auxiliar empreendedores, que serão impulsionados pelo modelo Muse Spark, apresentado recentemente.
A empresa liderada por Mark Zuckerberg apresentou seus resultados financeiros do primeiro trimestre nesta quarta-feira, registrando um lucro líquido de 26,8 bilhões de dólares (cerca de 22,92 bilhões de euros ao câmbio), 61% a mais do que no mesmo período do ano anterior.
Juntamente com seus resultados, a empresa de tecnologia também compartilhou algumas de suas previsões para o futuro próximo, entre as quais se encontra um novo conjunto de agentes de IA pessoais, focados em ajudar os usuários a alcançar seus objetivos.
Foi o que o próprio Zuckerberg compartilhou na apresentação dos resultados aos investidores, à qual o Engadget teve acesso, onde explicou que seu objetivo “não é apenas oferecer o Meta AI como um assistente”, mas agentes capazes de compreender as metas dos usuários e “trabalhar dia e noite” para alcançá-las.
Conforme esclareceu o CEO da Meta, sob essa perspectiva, está criando um agente pessoal, que será impulsionado por seu mais recente modelo de IA, o Muse Spark, apresentado recentemente, que possui capacidade de raciocínio avançado e inteligência visual, aproximando-se da superinteligência artificial.
Seguindo essa linha, a empresa também revelou que está desenvolvendo um agente empresarial, focado em “ajudar empreendedores e empresas de todo o mundo” a utilizar suas ferramentas e opções de terceiros para “expandir seus negócios, alcançar novos clientes e oferecer um serviço melhor”.
Embora Zuckerberg não tenha revelado quando planeja lançar esses novos agentes pessoais, ele detalhou que seu objetivo é tornar esse tipo de serviço mais acessível do que as plataformas atuais de IA agênica, como o OpenClaw, sobre o qual ele observou que “oferece uma visão muito interessante do que deveria ser possível”, mas cujo uso é “bastante complicado”.
Portanto, a Meta pretende oferecer opções de IA agênica com uma experiência “muito mais refinada, precisa e fácil”, sob uma infraestrutura pronta para uso pelos usuários.
AUMENTO NO INVESTIMENTO E PERDAS NO METAVERSO
Além de tudo isso, Zuckerberg também adiantou em sua teleconferência que estão aumentando sua “previsão de gastos de capital em infraestrutura para este ano”, com a intenção de continuar apostando no desenvolvimento de tecnologias de IA.
Segundo ele explicou, isso se deve, principalmente, ao aumento dos custos dos componentes, referindo-se à crise de escassez de memória que o setor tecnológico está enfrentando, conforme relatado pelo TechCrunch.
Especificamente, a empresa de tecnologia previu gastos de capital anuais entre 125 e 145 bilhões de dólares, o que supera as estimativas previstas pelos analistas e pela própria empresa, segundo a Bloomberg.
Nesse contexto, a Meta detalhou que não está oferecendo uma “previsão específica para os gastos de capital em 2027” com o objetivo de analisar quais serão suas necessidades de capacidade “nos próximos anos”. “Nossa experiência até agora nos mostrou que subestimamos continuamente nossas necessidades de computação”, esclareceu a diretora financeira da Meta, Susan Li.
Recentemente, a empresa proprietária do Facebook, WhatsApp e Instagram também anunciou a demissão de 10% de sua força de trabalho, o que representa cerca de 8.000 funcionários, como parte de seu esforço para “gerenciar a empresa de forma mais eficiente e compensar os demais investimentos”.
O relatório de resultados também registra um prejuízo de mais de 4 bilhões de dólares em sua divisão responsável pelo metaverso e pela realidade virtual, a Reality Labs. Esse resultado segue uma tendência de prejuízos nessa divisão nos resultados dos exercícios anteriores.
Vale lembrar que a Meta vem realizando cortes na Reality Labs nos últimos meses. No início do ano, demitiu mais de mil funcionários, cerca de 10% de seu quadro de pessoal, composto por cerca de 15.000 trabalhadores.
Além disso, encerrou três estúdios de desenvolvimento de videogames e aplicativos de realidade virtual e anunciou o fechamento da plataforma Horizon Worlds do Quest a partir de 15 de junho, para se concentrar em aplicativos para dispositivos móveis.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático