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MADRID 22 abr. (Portaltic/EP) -
A Federação de Consumidores da América (CFA) entrou com uma ação coletiva contra a Meta, alegando que a empresa enganou os consumidores em relação a golpes e anúncios fraudulentos em suas plataformas.
A denúncia expõe que a empresa de Mark Zuckerberg lucra com esse tipo de prática às custas da segurança dos usuários. “A Meta tomou medidas e adotou políticas sabendo que elas permitem a propagação de publicidade fraudulenta”, lamentou a CFA em um comunicado em seu site.
No documento da ação, a CFA apresentou capturas de tela que evidenciam a presença desse tipo de publicidade enganosa no Facebook em 2025, com anúncios de celulares gratuitos; vídeos gerados por inteligência artificial (IA), que se passam por imagens de celebridades e ultrapassam um milhão de visualizações; ou até mesmo a venda de produtos proibidos, como protetores para berços.
Além disso, a denúncia se baseia em relatórios como o da Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos de 2023, que apontou que os consumidores haviam relatado perdas no valor de 2,7 bilhões de dólares (cerca de 2,3 bilhões de euros) devido a golpes nas redes sociais desde 2021.
“À medida que os americanos perdem cada vez mais dinheiro devido a golpes online, a Meta tem sistematicamente priorizado os lucros em detrimento da segurança de seus usuários”, denunciou o diretor de IA e Privacidade de Dados da CFA, Ben Winters.
RESPOSTA DA META
Diante da ação, um porta-voz da Meta indicou ao Engadget que as acusações da CFA “distorcem a realidade” do trabalho realizado pela empresa. Além disso, ele se referiu aos dados publicados em março que apontam que, em 2025, foram removidos mais de 159 milhões de anúncios fraudulentos por violarem as políticas da empresa. “Lutamos vigorosamente contra fraudes em todas as nossas plataformas para proteger pessoas e empresas”, defendeu.
Por outro lado, a Meta iniciou ações judiciais em fevereiro passado contra uma série de anunciantes fraudulentos localizados no Brasil e na China que utilizavam imagens de celebridades para direcionar usuários a sites enganosos com o objetivo de compartilhar informações pessoais ou enviar dinheiro.
No entanto, a denúncia da CFA não é a primeira que a empresa recebe, já que ela já foi processada e multada em 375 milhões de dólares (aproximadamente 323,2 milhões de euros) por violar as leis estaduais do Novo México de proteção ao consumidor ao “enganar os consumidores sobre a segurança de suas plataformas e colocar menores em risco”.
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