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MADRID 13 mar. (EUROPA PRESS) - O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Friedrich Merz, descartou nesta sexta-feira a participação do país em uma possível missão militar internacional no Estreito de Ormuz, diante dos esforços da França para organizar uma operação que garanta a livre navegação nessa zona estratégica para o mercado mundial de petróleo.
“Na minha opinião, por enquanto não há motivos para pensar em uma proteção militar das rotas marítimas”, afirmou o político conservador em declarações feitas na Noruega, onde se encontra em visita oficial à ilha de Andoya, no norte do país nórdico.
Merz insistiu que não há uma estratégia clara para pôr fim à guerra iniciada por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irã, continuando com suas críticas à falta de planejamento de Washington e Tel Aviv, em um conflito que está causando um impacto econômico global.
“Quero deixar bem claro mais uma vez: a Alemanha não faz parte desta guerra e também não queremos fazer parte dela”, destacou de Oslo, ressaltando que todo o esforço está voltado para pôr fim à guerra. “É exatamente isso que estamos discutindo tanto com o governo americano quanto com o israelense”, acrescentou em declarações divulgadas pela agência DPA.
Na mesma linha, o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Store, sinalizou que a Noruega “não tem atualmente planos operacionais para participar de uma operação militar nessa zona”, após esfriar a iniciativa do presidente francês, Emmanuel Macron, para um envio de tropas que carece atualmente de planejamento concreto.
Assim sendo, ele reiterou que o primeiro passo para resolver a crise no Estreito de Ormuz passa por “pôr fim à guerra”. “O que significa que não haja minas no Estreito de Ormuz, e essa é a estratégia mais importante”, expôs, segundo informa a emissora NRK.
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