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BERLIM 27 jul. (DPA/EP) -
O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou nesta segunda-feira que o ataque ao Orgulho em Berlim não foi “aleatório” e pediu que se vá além das declarações de condenação, após o atropelamento em massa que resultou em uma morte e quase trinta feridos.
“Está claro que não podemos nos limitar apenas a declarações. Teremos que reagir com prudência, mas também com determinação”, afirmou o líder alemão em declarações feitas em Berlim, após questionar se o ataque poderia ter sido evitado.
De qualquer forma, ele enfatizou que “o alvo do ataque não foi escolhido ao acaso” e não se limita a uma agressão à comunidade LGTBI. “Foi um ataque contra nossa liberdade, foi um ataque contra nossa sociedade livre. Foi um ataque contra nossa liberdade e nosso liberalismo”, denunciou.
Merz anunciou, assim, que o governo alemão tomará medidas para “proteger e defender a liberdade, a abertura e o liberalismo” da sociedade alemã.
Além disso, nesta segunda-feira, o prefeito de Berlim, Kai Wegner, informou que a mulher que morreu no suposto ataque islamista é uma cidadã polonesa que estava visitando Berlim com a filha.
A polícia da capital alemã anunciou neste domingo que abateu a tiros o suspeito do atropelamento durante as comemorações do Orgulho em Berlim, depois que ele se dirigiu aos policiais com uma “arma perfurante nas mãos”.
A investigação aponta que uma única pessoa, o alemão Abdul B., de ascendência libanesa e 21 anos de idade, realizou o ataque contra as comemorações do Orgulho. O suspeito teria supostamente interesse em manter vínculos com a organização jihadista Estado Islâmico.
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