Publicado 08/09/2025 08:08

A Mental Health Spain defende a prevenção do suicídio ao abordar os determinantes sociais

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MADRID 8 set. (EUROPA PRESS) -

A Confederação Espanhola de Saúde Mental defendeu o trabalho para evitar o suicídio abordando os determinantes sociais, ou seja, as condições de vida que podem levar as pessoas a questionar se vale a pena continuar.

Por ocasião do Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, que é comemorado nesta quarta-feira, a organização lembrou que o suicídio é "um fenômeno complexo e multicausal", conforme definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Na mesma linha, o Ministério da Saúde reconhece que a prevenção envolve a compreensão de que a saúde mental "não é apenas uma questão individual".

Por esse motivo, a confederação lançou uma campanha de conscientização, financiada pelo Ministério dos Direitos Sociais, Consumo e Agenda 2030, composta por cinco vídeos que expõem situações de violência, discurso de ódio e discriminação, pobreza, cultura de sucesso e expectativas e discriminação, que um grande número de pessoas tem de enfrentar e que envolvem grande sofrimento.

Com a hashtag '#ParaDeDeSufrir', a iniciativa busca promover a transformação social para que "a vida seja um lugar para se viver", como pede o manifesto elaborado pelo Comitê Pro Salud Mental en Primera Persona e a Red Estatal de Mujeres.

Esse documento aponta questões como o mercado de trabalho, a conciliação familiar, a moradia, os preços dos alimentos ou os tempos de espera no atendimento social e de saúde, entre outros, como alguns dos determinantes sociais que devem ser enfocados para melhorar a saúde da população.

PLANO DE PREVENÇÃO DE SUICÍDIO

A confederação promove essa campanha seguindo a linha de trabalho sobre saúde mental e determinantes sociais do Ministério da Saúde, com o qual colaborou na implementação do Plano de Ação para a Prevenção do Suicídio 2025-2027, que tem como objetivo reduzir e prevenir o comportamento suicida, prestando atenção especial às pessoas em situações vulneráveis.

"A vontade política de enfrentar esse enorme problema de saúde pública tomou forma com o Plano Nacional de Prevenção. Agora, temos que tecer uma rede de segurança", diz o manifesto publicado pela organização.

Em 2024, o suicídio foi a segunda principal causa de morte não natural na Espanha. Durante o ano, 3.846 pessoas morreram por esse motivo. Embora esse número seja 6,6% menor do que no ano anterior, para a confederação ainda é "uma emergência que requer ação firme". Em todo o mundo, a OMS estima que uma em cada 100 mortes seja causada por essa causa.

O presidente da Mental Health Spain, Nel González Zapico, pediu uma "abordagem transversal" ao suicídio que inclua prevenção, detecção, diagnóstico, tratamento e continuidade do atendimento a problemas de saúde mental.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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