Publicado 16/06/2026 06:19

A memória já representa "mais de 50%" do custo de um smartphone: é mais cara do que o processador e a tela, segundo Pei

Nothing Phone (4a)
NOTHING

MADRID 16 jun. (Portaltic/EP) -

A memória se tornou “o componente mais caro de um smartphone”, como afirma o diretor executivo da Nothing, Carl Pei, em referência à crise que a indústria tecnológica está enfrentando e que resultou em um aumento nos preços dos aparelhos, que continuarão subindo pelo menos até o ano que vem.

O impulso da inteligência artificial fez com que os centros de dados acaparassem a produção de memórias em detrimento do setor de consumo, que vê esse componente não apenas escassear, mas também elevar os preços finais dos dispositivos.

E a solução não é tão simples quanto comprar com antecedência. “Em uma situação de escassez, a memória é alocada, não comprada. Você recebe o que lhe dão, pelo preço atual”, explica Pei em um comunicado compartilhado na rede social X (antigo Twitter).

A situação chegou a um ponto em que a memória se tornou “o componente mais caro de um smartphone”, podendo representar “mais de 50% do custo total do hardware”, afirma Pei.

Isso significa que a memória já custa mais do que o processador e a tela do smartphone. E isso repercute no preço final do produto, que vem subindo há meses e, segundo o executivo, continuará subindo até o próximo ano.

“Desde fevereiro, os novos telefones têm sido lançados até US$ 100 mais caros do que seus antecessores”, observa. Por isso, Pei garante que “o melhor momento para trocar de aparelho foi ontem. O próximo melhor momento é agora".

Em janeiro, o executivo já havia alertado sobre o aumento de preços que seria aplicado aos seus dispositivos devido à crise de memórias que atinge a indústria tecnológica, mas agora garante que “isso está se desenvolvendo mais rápido do que o previsto”.

E dá como exemplo o smartphone Nothing Phone (4a), lançado em março. Se “os custos da memória já dobraram” entre o momento em que se decidiu sua fabricação e seu lançamento, desde então “eles dobraram novamente”, acrescentou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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