Publicado 18/03/2026 11:03

Membros do CIBERONC identificam um possível biomarcador molecular capaz de prever recidivas no tipo mais comum de câncer de endométr

Membros do CIBERONC identificam um possível biomarcador molecular capaz de prever recidivas no tipo mais comum de câncer de endométrio
CIBERONC

MADRID 18 mar. (EUROPA PRESS) -

Uma equipe de cientistas da área de Câncer do Centro de Pesquisa Biomédica em Rede (CIBERONC) identificou um possível biomarcador molecular capaz de prever a recidiva no tipo mais comum de câncer de endométrio, o carcinoma de endométrio de baixo grau, descoberta obtida por meio de um estudo colaborativo.

Segundo os pesquisadores, esse biomarcador é determinante para o manejo desse tipo de doença oncológica. Isso foi exposto neste trabalho, publicado na revista especializada 'International Journal of Gynecological Cancer', que revela que a presença de múltiplas cópias do gene MDM4 é um indicador confiável do risco de recidiva em pacientes com esse câncer e em estágios iniciais.

O câncer de endométrio é o tumor ginecológico mais frequente em países desenvolvidos, conforme indicado neste estudo, realizado por especialistas em Anatomia Patológica e Oncologia e coordenado pela pesquisadora do CIBERONC no Hospital Universitário Ramón y Cajal de Madri, a Dra. Belén Pérez-Mies. O estudo é fruto da tese de doutorado de Esther Moreno e contou com a colaboração de outros grupos deste CIBER, entre eles membros do Hospital Universitário La Paz, na capital da Espanha.

Esta pesquisa analisou o comportamento do gene MDM4, cuja função principal é inibir a proteína p53 (conhecida como a guardiã do genoma por sua capacidade de prevenir o câncer). “Quando o gene MDM4 se amplifica, a célula perde sua capacidade de controle, o que facilita que o tumor se torne mais agressivo e propenso a reaparecer”, explicou Pérez-Mies.

GEN MDM4

“Identificamos que a amplificação do gene MDM4 atua como um indicador de risco”, continuou ele, acrescentando que “foi detectada em 16,7% dos tumores analisados, mas sua presença foi drasticamente superior em pacientes que sofreram recidivas (28,9%) em comparação com aquelas que não sofreram (4,5%)”.

Na opinião dos especialistas, um aspecto fundamental para a prática clínica é a concordância de 100% encontrada entre a biópsia inicial e a cirurgia final, o que permite conhecer o perfil de risco da paciente de forma precoce, inclusive antes da cirurgia definitiva.

A detecção é realizada por meio da técnica “FISH”, ferramenta padronizada e disponível na maioria dos laboratórios de Patologia, o que garante uma implementação simples e imediata nos hospitais para melhorar o manejo personalizado da doença.

Essa descoberta é especialmente relevante para as pacientes do grupo molecular denominado “NSMP” (Perfil Molecular Não Específico), o mais numeroso e difícil de classificar até o momento. “Ser capaz de identificar antecipadamente essas pacientes de alto risco nos permite ser mais proativos”, afirmou a equipe de pesquisa.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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