GRANADA 27 fev. (EUROPA PRESS) -
Um estudo internacional liderado pela Universidade de Granada (UGR) revelou que a melatonina, conhecida por sua capacidade de regular o ciclo sono-vigília, pode restaurar a composição das fibras musculares e proteger o músculo esquelético dos danos causados pela obesidade e pelo diabetes tipo 2, conhecido como "diabesidade".
Os resultados, publicados nas revistas Free Radical Biology and Medicine e Antioxidants, mostram que esse hormônio melhora a função mitocondrial, reduz o estresse celular e evita a morte celular programada, oferecendo uma nova estratégia terapêutica para combater essa doença metabólica.
O estudo, liderado por Ahmad Agil, professor de Farmacologia da UGR, mostrou que a administração de melatonina a roedores obesos e diabéticos durante 12 semanas promoveu a conversão de fibras musculares glicolíticas (rápidas) em fibras oxidativas (lentas), melhorando a eficiência energética muscular.
Essa mudança não apenas otimiza a produção de energia, mas também protege o músculo da deterioração causada pela "diabesidade", uma condição que combina obesidade e diabetes tipo 2.
O trabalho se concentrou no músculo esquelético, um órgão fundamental que representa mais de 50% do peso corporal. As fibras musculares são divididas em três tipos: fibras vermelhas ou de contração lenta devido ao grande número de mitocôndrias, fibras brancas ou de contração rápida e fibras intermediárias.
Além disso, cada músculo de nosso corpo tem uma proporção variável e variável de cada um desses tipos de fibras, dependendo do tipo de movimento realizado.
Durante atividades musculares intensas de curta duração, predominam as fibras brancas com metabolismo glicolítico e, durante atividades musculares prolongadas de baixa intensidade, predominam as fibras vermelhas com metabolismo oxidativo.
A melatonina foi capaz de restaurar a proporção saudável dessas fibras, aumentando as fibras oxidativas e reduzindo as fibras glicolíticas, revertendo os efeitos da "diabesidade", que melhora a capacidade do músculo de queimar gordura (reduzindo o acúmulo de gordura e, portanto, a obesidade) e produzir energia.
Além disso, a melatonina apresentou efeitos semelhantes aos da atividade aeróbica prolongada, principalmente por melhorar a função mitocondrial e regular os níveis de cálcio nos compartimentos celulares, o que reduz o estresse celular e evita a morte celular programada.
"Descobrimos que a melatonina restaura os níveis de cálcio nas mitocôndrias e no retículo endoplasmático, o que ajuda a reduzir o dano celular", diz o Dr. Agil. Esses resultados estão de acordo com os publicados anteriormente nos últimos 15 anos por esse grupo de pesquisa. Suas descobertas podem abrir novas perspectivas para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas baseadas na administração farmacológica de melatonina, com o objetivo de melhorar a saúde muscular em pacientes com diabesidade.
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