Publicado 06/04/2026 07:57

Médicos de família pedem melhorias no acesso a atividades físicas extracurriculares para combater a obesidade infantil

Archivo - Arquivo - Dicas para que as crianças tenham mais cuidado nas ruas.
ISTOCK - Arquivo

MADRID 6 abr. (EUROPA PRESS) -

A médica de família e comunitária e coordenadora do grupo de trabalho de Atividade Física e Saúde da Sociedade Espanhola de Medicina de Família e Comunitária (semFYC), Montserrat Romaguera, pediu apoio institucional para ampliar a oferta de atividades físicas não competitivas fora do horário escolar, com o objetivo de conter a obesidade infantil.

Isso foi destacado por ela no Dia Mundial da Atividade Física, ocasião em que a semFYC lembrou que mais de um terço das crianças em idade escolar espanholas, entre seis e nove anos, está acima do peso, de acordo com o Estudo ALADINO 2023, que alerta que o risco é maior em famílias de baixa renda.

“As famílias com renda inferior a 18.000 euros por ano apresentam os piores índices, enquanto aquelas que ganham mais de 30.000 euros consomem mais frutas, mais verduras, reduzem a ingestão de bebidas açucaradas, tomam um café da manhã mais saudável e têm mais acesso à atividade física extracurricular, em vez de um comportamento sedentário diante das telas”, explicou a especialista no podcast da semFYC “Píldoras de Ciência em Acesso Aberto”.

Por isso, a sociedade científica reivindicou a promoção de políticas que reduzam as barreiras de acesso à atividade física. “Precisamos, como profissionais, do apoio das instituições para favorecer a oferta de atividades de lazer extracurriculares”, destacou Romaguera, que comemorou a incorporação de nutricionistas à Atenção Primária (AP).

Da mesma forma, a especialista alertou que o sedentarismo também afeta em maior medida as mulheres e os idosos. Segundo dados recentes, as mulheres são as mais inativas em todos os continentes e a inatividade dispara a partir dos 60 anos em todos os ambientes.

Nesse contexto, Romaguera destacou o papel da Atenção Primária na redução dos obstáculos que esses grupos enfrentam para ter acesso à atividade física. Assim, a semFYC aderiu ao plano de ação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que aposta em políticas transversais que conectam saúde e sustentabilidade.

“O que se pretende, acima de tudo, é promover políticas transversais que também favoreçam a luta contra as mudanças climáticas, privilegiando o transporte público em detrimento do privado, que no tempo de lazer também se possa incentivar a atividade física e que no ambiente de trabalho haja algum tipo de política que incentive os trabalhadores a serem fisicamente mais ativos”, detalhou.

BEBIDAS ENERGÉTICAS

Por outro lado, Montserrat Romaguera abordou as diferenças entre bebidas isotônicas e energéticas, enfatizando o risco das segundas e pedindo que se limite o consumo das primeiras e se priorize a água.

Especificamente, a médica de família explicou que as bebidas isotônicas fornecem açúcar, sais minerais e aminoácidos e são destinadas a repor as perdas durante treinos de certa intensidade. Segundo ela, minimizar seu consumo em crianças ajuda a prevenir a obesidade e as cáries devido ao aporte de açúcar.

Por sua vez, as bebidas energéticas contêm estimulantes como cafeína, taurina, guaraná e ginseng, que podem provocar taquicardia, ansiedade, nervosismo, dor de cabeça, irritabilidade e agitação, e até mesmo em pessoas com canalopatias cardíacas não diagnosticadas podem desencadear “arritmias graves”.

Romaguera alertou para a forte pressão publicitária a que as bebidas energéticas estão sujeitas, com foco nos jovens. “Há muito marketing, impacto econômico, publicidade, muito direcionada a crianças, jovens e adolescentes, e sobre a qual não há qualquer tipo de regulamentação”, indicou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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