MADRID 14 mar. (EUROPA PRESS) -
A Sociedade Espanhola de Médicos Gerais e de Família (SEMG) pediu para "lembrar para aprender" com as "valiosas" lições da pandemia de Covid-19, por ocasião do quinto aniversário do decreto de alarme estabelecido pelo Governo por ocasião desta emergência sanitária.
"Cinco anos depois, a lembrança do confinamento ainda está presente em nossa memória coletiva. Este não é apenas um aniversário, mas uma oportunidade de fortalecer nosso compromisso com a saúde pública, a ciência e a solidariedade. Aprender com o que vivemos nos permite construir um futuro em que a prevenção, a responsabilidade social e o respeito pela vida sejam valores inabaláveis", disse a organização.
Nesse sentido, ela afirmou que lembrar "não é apenas olhar para trás com nostalgia e dor", mas nos permite "refletir" sobre a importância da prevenção, da resposta rápida e da resiliência social, considerando que é "crucial manter a memória viva" para enfrentar futuras crises de saúde.
Outra lição importante da pandemia foi a importância da solidariedade, uma "ferramenta poderosa" para proteger os mais vulneráveis, como os idosos, os doentes crônicos e os imunocomprometidos, por meio de "pequenos gestos", como usar uma máscara em caso de sintomas, evitar o contato com pessoas que podem ficar gravemente doentes e promover a vacinação.
Da mesma forma, lavar as mãos com frequência, ventilar espaços fechados e tossir para o cotovelo foram destacados como "hábitos que reduzem a disseminação de vírus e doenças" e devem ser adotados na vida cotidiana de cada pessoa.
A pandemia também destacou a necessidade de "reforçar os sistemas de saúde e priorizar a atenção primária", razão pela qual o investimento em saúde, pesquisa e treinamento são "pilares fundamentais" para enfrentar uma futura pandemia.
Tudo isso mostra que a saúde "não é apenas uma questão individual, mas coletiva", o que implica cuidar dos outros por meio de ações de proteção em situações de risco, além de promover uma cultura de cuidado entre gerações e grupos vulneráveis.
"Diante da desinformação e do medo, a ciência e as evidências foram os melhores aliados durante a pandemia. Vacinas, tratamentos e medidas de prevenção provaram sua eficácia. Cinco anos depois, devemos continuar a confiar na comunidade científica e promover uma comunicação clara e baseada em evidências para combater boatos e mitos que colocam a saúde pública em risco", acrescentou o SEMG.
Em relação a isso, lembrou que o excesso de informação e as notícias falsas são um desafio, enfatizando que é "essencial" ter informações "claras, acessíveis e baseadas em evidências", especialmente em tempos de crise, quando é necessário ter a confiança do público em instituições e especialistas.
A associação pediu para não esquecer as "milhares de pessoas que perderam suas vidas", os "milhões que ficaram marcados pela doença", uma sociedade que "passou por mudanças sem precedentes", o "sacrifício daqueles que trabalharam na linha de frente" e "a dor daqueles que perderam entes queridos".
É por isso que ele enfatizou a importância de "transformar a lembrança em ação", explicando que a memória do confinamento "não deve ser apenas um ato simbólico", mas servir para gerar mudanças reais, como uma melhoria na resposta de saúde, garantindo a equidade no acesso à saúde e reforçando a conscientização sobre as medidas de prevenção.
"A Covid-19 nos mostrou que o mundo pode mudar em questão de dias. A resiliência a futuras pandemias depende da preparação, do investimento em saúde pública e da capacidade de resposta. Nossa experiência deve nos ajudar a elaborar estratégias mais eficazes e garantir que estejamos mais bem preparados para novas ameaças", acrescentou o SEMG.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático