Marcos Moreno - Europa Press
Convocou duas manifestações de protesto nos dias 17 e 18 de setembro, seguidas por um dia de greve em 24 de setembro
CEUTA, 15 set. (EUROPA PRESS) -
A coalizão CEMSATSE, formada por sindicatos de médicos e enfermeiros, anunciou um calendário de mobilizações para denunciar a situação pela qual passa a saúde pública em Ceuta, que, na opinião do sindicato, “ultrapassou sua capacidade operacional” e se encontra em uma situação de “emergência”.
O primeiro protesto ocorrerá nesta quinta-feira, 17 de setembro, às 11h, com uma manifestação em frente ao Hospital Universitário de Ceuta (HUCE) sob o lema “Pela saúde pública, pela dignidade dos profissionais e dos pacientes”; as mobilizações continuarão na sexta-feira, 18 de setembro, com outra manifestação em frente à Direção Territorial do Instituto Nacional de Gestão Sanitária (INGESA), localizada em Otero.
O calendário culminará no próximo dia 24 de setembro com uma jornada de greve na área da saúde convocada formalmente pela CEMSATSE, diante do que a organização sindical considera uma falta de resposta do Ministério da Saúde à situação de atendimento que a cidade autônoma está enfrentando.
Por enquanto, não se sabe se os demais sindicatos com representação no Conselho de Pessoal do INGESA em Ceuta aderirão às mobilizações convocadas pela entidade que agrupa os sindicatos dos médicos e dos enfermeiros.
O SISTEMA DE SAÚDE DE CEUTA ESTÁ “NO LIMITE”
O sindicato afirma que a saúde em Ceuta vem enfrentando há anos “problemas estruturais” que, segundo denuncia, não foram resolvidos pelo Ministério da Saúde. A essas dificuldades soma-se o impacto na prestação de atendimento decorrente da entrada maciça de pessoas vindas de Marrocos registrada durante o mês de julho passado.
Segundo o CEMSATSE, a combinação dessas circunstâncias levou o sistema de saúde de Ceuta “ao limite” e fez com que sua capacidade operacional fosse ultrapassada. A organização sindical também manifestou sua rejeição às recentes declarações do Ministério da Saúde nas quais, segundo afirma, se nega a existência de uma situação de emergência no sistema de saúde da cidade autônoma.
Diante dessa posição, o CEMSATSE garante que ativará “imediatamente” o calendário de mobilizações e mantém a convocação de greve para 24 de setembro.
O sindicato também fez um apelo aos profissionais de saúde e à população para que apoiem as manifestações e participem das mobilizações, com o objetivo de dar visibilidade à deterioração que, segundo denuncia, a saúde pública de Ceuta vem enfrentando.
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