MADRID 17 out. (EUROPA PRESS) -
A Sociedade Espanhola de Médicos de Atenção Primária (SEMERGEN) pediu na sexta-feira que se levem em conta os grupos populacionais mais vulneráveis no tratamento da dor, e enfatizou que o direito ao alívio da dor envolve "reconhecer e corrigir" as desigualdades estruturais que impedem que essas pessoas recebam cuidados adequados, compassivos e culturalmente competentes.
"A exclusão social não se limita à pobreza, vai além: inclui também situações de fraqueza, precariedade ou fragilidade nos vínculos sociais, determinadas pela idade, gênero, estado civil, nacionalidade ou etnia", disse a SEMERGEN em um comunicado por ocasião do Dia Mundial contra a Dor, que é comemorado nesta sexta-feira.
Depois disso, ela colocou o foco nos migrantes, especialmente aqueles em situação irregular, idosos, pessoas com deficiência, sem-teto, mulheres e membros da comunidade LGBTQ+, que "frequentemente" sofrem "em silêncio" a desigualdade.
A associação também lembrou que muitos migrantes se mudaram de países com menos recursos em busca de oportunidades, fugindo da pobreza, da falta de acesso a um atendimento de saúde decente ou de situações de conflito, e muitas vezes enfrentam isolamento social, atendimento de saúde inadequado e resultados de saúde piores.
As barreiras linguísticas e culturais muitas vezes dificultam a comunicação clínica, limitam o acesso aos serviços e os excluem da pesquisa, colocando em questão a equidade e a validade das evidências científicas.
"Lidar com a dor - física, emocional e social - daqueles que mais sofrem requer tempo, treinamento, sensibilidade cultural e sistemas que reconheçam e apoiem o trabalho. A dor não tem fronteiras, mas a desigualdade sim", acrescentou SEMERGEN.
É por isso que a organização pediu que "ninguém seja excluído do direito de ser ouvido, compreendido e aliviado" em todos os níveis do sistema de saúde, e enfatizou que aliviar a dor de qualquer pessoa é uma questão de "justiça e humanidade".
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático