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MADRID 6 jun. (EUROPA PRESS) -
O médico norte-americano infectado com ebola durante o surto que assola o norte e o nordeste da República Democrática do Congo recebeu alta médica após duas semanas de convalescença no hospital Charité, em Berlim, na Alemanha.
O médico está bem de saúde desde que seu último teste, realizado em 30 de maio, apresentou resultado negativo, o que levou as autoridades sanitárias a suspender a ordem de isolamento ao meio-dia.
O médico foi internado no Charité em 20 de maio, depois que um teste de PCR confirmou que ele estava infectado com o raro vírus Bundibugyo, a cepa de Ébola identificada no surto atual na África Central.
Sua esposa e seus quatro filhos chegaram pouco depois a Berlim. Eles foram classificados como “contatos de alto risco”, mas não apresentavam sintomas e foram colocados em quarentena.
O médico norte-americano agradeceu a “atendimento de nível internacional” que recebeu no hospital, “incluindo terapias experimentais que estão sendo avaliadas para o tratamento desse tipo de vírus”, afirmou por meio de um comunicado divulgado pelo hospital nas redes sociais.
O surto já deixou um total de 82 mortos e 452 casos confirmados, após um enorme aumento no número de vítimas fatais e casos nas últimas horas, à medida que as equipes médicas aceleraram os exames na população.
O Ministério da Saúde do Congo registrou, apenas de quinta a sexta-feira, um total de 21 mortes e 71 casos a mais após processar as amostras coletadas no que se acredita ser o epicentro da crise, a cidade mineira de Mongbwalu, na província de Ituri.
A cepa Bundibugyo, para a qual ainda não há vacina, já se espalhou para a região vizinha de Kivu e até mesmo para Uganda, onde outras duas pessoas morreram. A violência na região e os constantes deslocamentos que ela provoca, por meio de rotas tão numerosas que impossibilitam o monitoramento de todas, fazem com que, mesmo semanas após a declaração do surto, os especialistas ainda não tenham conseguido ter uma noção de sua magnitude.
De fato, os Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC) alertaram na última sexta-feira que o surto poderia atingir números nunca vistos desde a epidemia de ebola que assolou a África Ocidental de 2014 a 2016, com mais de 11.000 mortos.
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