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MADRID 24 ago. (EUROPA PRESS) -
O traumatologista e responsável pela Unidade de Preservação Articular do Hospital Memorial Publio Cordón, Félix López, destacou que uma avaliação individualizada, baseada em evidências científicas e que combine, quando indicadas, técnicas de medicina regenerativa e cirurgia de preservação, pode aliviar a dor articular, melhorar a função e, em determinados pacientes, adiar a necessidade de uma prótese.
Segundo o especialista, o segredo está em utilizar as técnicas disponíveis no momento certo, avaliando se elas podem contribuir para preservar a articulação e, assim, adiar sua substituição quando houver uma alternativa eficaz.
“Os pacientes costumam perguntar se o plasma rico em plaquetas (PRP), os monócitos ou as terapias celulares realmente funcionam, quais são as evidências científicas disponíveis, por quanto tempo podem adiar a necessidade de uma prótese e quais pacientes são os candidatos adequados”, observou ele.
A resposta, segundo o especialista, não pode ser a mesma para todos: “O sucesso do tratamento não depende apenas do grau de desgaste, mas de fatores como a localização da lesão, o alinhamento da articulação, o estado do osso subcondral, o nível de atividade do paciente e uma indicação correta do tratamento”.
Na prática, López utiliza diferentes ferramentas da medicina regenerativa de acordo com a lesão e as características de cada paciente. Entre elas, estão as infiltrações guiadas por ultrassom de plasma rico em plaquetas (PRP), utilizadas em determinadas lesões articulares e tendinosas, bem como o PRP intraósseo em casos selecionados de osteoartrite e comprometimento do osso subcondral.
Ele também utiliza terapias celulares obtidas a partir de tecido adiposo ou medula óssea e concentrados de monócitos sanguíneos, selecionando cada técnica de acordo com a articulação, o tipo de lesão e o objetivo terapêutico. Quando indicado, essas terapias podem ser combinadas com cirurgia artroscópica de preservação articular e com o uso de matrizes biológicas para tratar lesões da cartilagem, do menisco ou dos tendões.
O objetivo, portanto, não é transformar uma determinada técnica na solução para todos os pacientes, mas avaliar qual opção pode ser mais adequada em cada caso.
Essa avaliação individualizada ganha especial importância em pacientes que chegam ao consultório convencidos de que precisam de uma prótese após receberem um diagnóstico de osteoartrite avançada ou de uma lesão grave na cartilagem.
“É comum que pessoas diagnosticadas com osteoartrite avançada ou condropatia grau IV sejam encaminhadas diretamente para uma prótese quando, ao analisar pessoalmente as imagens e examinar o paciente, constatamos que a lesão é muito localizada e que existem alternativas de preservação articular com bons resultados”, destaca o médico.
Para o especialista, essa situação reflete a importância de avaliar o paciente como um todo e não apenas o grau de desgaste que aparece em um exame de imagem. Assim, ele afirma que essa abordagem faz parte de uma maneira diferente de entender a traumatologia: utilizar as ferramentas disponíveis, incluindo a medicina regenerativa, para preservar a articulação sempre que as características do paciente e as evidências científicas o permitam.
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