Publicado 18/03/2026 14:34

A Medicina Intensiva apela ao Senado para que reforce o quadro de pessoal e os recursos das UTIs

Pede a eliminação dos plantões de 24 horas e a aprovação do novo programa de formação da especialidade

O presidente da SEMICYUC, José Garnacho, expõe na Comissão de Saúde do Senado as linhas de trabalho da sociedade médica e os desafios da especialidade de Medicina Intensiva.
SEMICYUC

MADRID, 18 mar. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Sociedade Espanhola de Medicina Intensiva, Crítica e Unidades Coronárias (SEMICYUC), José Garnacho, instou a Comissão de Saúde do Senado a reforçar o quadro de funcionários, aumentar o número de leitos e dotar as Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) de mais recursos.

Garnacho compareceu perante a comissão da Câmara Alta para explicar as principais linhas de trabalho e pesquisa da SEMICYUC, bem como os desafios atuais da especialidade de Medicina Intensiva na Espanha, onde há hospitais sem UTI e aqueles que as possuem carecem de um modelo homogêneo de atendimento.

“Os programas de resposta rápida liderados por intensivistas conseguiram reduzir em 30% a mortalidade hospitalar”, destacou Garnacho para valorizar o trabalho desses profissionais e exigir um aumento de recursos e de pessoal para poder continuar avançando nessa linha.

Nesse sentido, ele denunciou a dificuldade em cobrir o quadro mínimo de funcionários e plantões em muitos serviços do país e apontou que é necessário criar a especialidade de Enfermagem em Cuidados Críticos, Urgências e Emergências para “garantir a qualidade e a segurança no atendimento ao paciente crítico, reforçar a capacidade de resolução do sistema de saúde e dotar de recursos que respondam à crescente complexidade assistencial”.

O presidente da SEMICYUC comentou que a Espanha está abaixo de vários países europeus no número de leitos por 100.000 habitantes. Enquanto a Espanha tem 18,8, a Alemanha tem 28,1; a França, 27,2; e a República Tcheca, 44,9. Por isso, ele destacou que é “urgente” investir em equipamentos, além de dotar todos os Serviços de Medicina Intensiva de sistemas de informação clínica para otimizar o atendimento.

ELIMINAR PLANTÕES DE 24 HORAS

O Dr. Garnacho insistiu que é preciso melhorar a proporção médico-paciente nas UTIs e eliminar os plantões de 24 horas. “Aprimoramos a tecnologia nas UTIs, mas isso veio acompanhado de uma maior pressão assistencial e demanda por serviços, o que aumenta o risco de sobrecarga de recursos e mais estresse no trabalho. Nenhum profissional consegue minimizar sua margem de erro depois de trabalhar sem descanso por 24 horas seguidas”, afirmou ele, pedindo em seguida o apoio dos senadores.

“O desgaste profissional vai além da simples falta de sono. O profissional de saúde também precisa de cuidados, e é muito importante que os profissionais possam conciliar sua vida profissional com a pessoal sem que isso prejudique seu poder aquisitivo”, enfatizou.

Além disso, Garnacho exigiu a introdução da Medicina Intensiva nos programas de formação do curso de Medicina e a aprovação do novo programa de formação da especialidade, que não é atualizado desde 1996. Também solicitou investimento em pesquisa, ressaltando que “sem pesquisa, nada avança”.

Por outro lado, foram apresentados na comissão os dados mais recentes sobre a formação em reanimação cardiopulmonar pelo Plano Nacional de RCP, dependente da SEMICYUC. Em 2025, foi ultrapassada a marca de 160.000 pessoas formadas em suporte vital e manuseio do desfibrilador semiautomático desde o ano de 2015. Mais de 25.000 profissionais de Medicina e Enfermagem, de todas as especialidades, adquiriram competências em suporte vital avançado e imediato no mesmo período.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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