Publicado 10/07/2025 07:08

Medicamentos aprovados pela FDA podem tornar a nanomedicina mais segura

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MADRID 10 jul. (EUROPA PRESS) -

Um estudo internacional liderado por pesquisadores do Anschutz Medical Campus da Universidade do Colorado (EUA) identificou uma estratégia promissora para melhorar a segurança das nanomedicinas, terapias avançadas frequentemente usadas em tratamentos de câncer e vacinas, usando medicamentos já aprovados pelo FDA para doenças não relacionadas. O estudo foi publicado na revista Science Advances.

A pesquisa sugere que o reaproveitamento de medicamentos existentes pode reduzir as respostas imunológicas prejudiciais associadas às nanopartículas. Essas partículas ultrapequenas são projetadas para fornecer tratamentos com precisão, mas, em alguns casos, o sistema imunológico pode reagir de forma adversa.

"As nanopartículas são ferramentas poderosas na medicina, mas o corpo geralmente as reconhece como ameaças", diz Dmitri Simberg, PhD, codiretor e professor do Colorado Center for Nanomedicine and Nanosafety da Anschutz Skaggs School of Pharmacy and Pharmaceutical Sciences da Universidade do Colorado e principal autor do estudo. "Descobrimos que certos medicamentos existentes para condições imunológicas podem ajudar a atenuar essas reações."

Quando introduzidas no corpo para fins terapêuticos ou de imagem, as nanopartículas podem desencadear inflamação e outros efeitos colaterais relacionados ao sistema imunológico. Isso ocorre quando o sistema imunológico, em particular o sistema complementar (um grupo de proteínas do sangue responsável pela detecção de possíveis ameaças), ataca erroneamente as nanopartículas benéficas. "Esse sistema é crucial para combater infecções, mas pode se tornar hiperativo em resposta à nanomedicina", diz Simberg.

Essas reações exageradas podem causar sintomas como erupções cutâneas, dificuldade respiratória, problemas cardiovasculares ou reações anafiláticas graves. Para resolver isso, a equipe testou compostos imunomoduladores que inibem a ativação do complemento, com o objetivo de reduzir os ataques imunológicos às nanopartículas sem enfraquecer significativamente o sistema imunológico.

Entre os medicamentos testados em amostras de sangue, o iptacopan, atualmente aprovado para tratar certos distúrbios raros do sangue, dos nervos e dos rins, foi notavelmente eficaz no bloqueio da atividade do complemento e na minimização dos efeitos adversos.

"Ficamos impressionados com o bom desempenho do iptacopan em modelos animais pré-clínicos e em algumas amostras humanas", observa Simberg. "Ele não apenas reduziu a resposta imunológica, mas também evitou sintomas mais graves.

Os pesquisadores também observaram uma variabilidade considerável na resposta das pessoas aos tratamentos à base de nanopartículas, muitas vezes dependendo dos ingredientes específicos usados. Isso destaca a importância de abordagens personalizadas na nanomedicina.

"Ainda precisamos entender quais são os pacientes com maior risco de reações alérgicas ou inflamatórias, de modo que os medicamentos imunomoduladores possam ser usados durante o tratamento com nanomedicina", acrescenta Simberg. Ele alerta que as descobertas abrem as portas para aplicações mais amplas e seguras da nanomedicina em doenças como câncer, infecções e condições genéticas.

O estudo colaborativo envolveu cientistas do Campus Médico Anschutz da Universidade do Colorado, da Universidade de Cardiff e da Universidade de Newcastle, no Reino Unido.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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