Publicado 02/10/2025 13:44

A matéria escura e a energia escura podem ser apenas uma ilusão cósmica

Vista panorâmica da galáxia no espaço
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MADRID 2 out. (EUROPA PRESS) -

Há décadas, os astrônomos acreditam que a matéria escura e a energia escura constituem a maior parte do universo. Entretanto, um novo estudo sugere que elas podem não existir.

Em vez disso, o que percebemos como matéria escura e energia escura pode ser simplesmente o efeito do lento enfraquecimento das forças naturais do universo à medida que ele envelhece.

Liderado por Rajendra Gupta, professor assistente do Departamento de Física da Universidade de Ottawa, o estudo afirma que, se as intensidades básicas das forças da natureza (como a gravidade) mudarem lentamente ao longo do tempo e do espaço, elas poderão explicar os fenômenos estranhos que observamos, como a evolução e a rotação das galáxias e a expansão do universo.

DESAFIANDO CONCEITOS ESTABELECIDOS

"Na realidade, as forças no universo enfraquecem, em média, à medida que o universo se expande", explica o professor Gupta em um comunicado. Esse enfraquecimento faz parecer que existe uma força misteriosa que acelera a expansão do universo (conhecida como energia escura). Entretanto, em escalas de galáxias e aglomerados de galáxias, a variação dessas forças em seu espaço gravitacionalmente confinado gera gravidade adicional (que se acredita ser devida à matéria escura). Entretanto, essas coisas podem ser simplesmente ilusões, resultantes das constantes evolutivas que definem a força das forças.

"Há dois fenômenos muito diferentes a serem explicados pela matéria escura e pela energia escura: o primeiro em uma escala cosmológica, ou seja, em uma escala maior que 600 milhões de anos-luz, supondo que o universo seja homogêneo e igual em todas as direções. O segundo é na escala astrofísica, ou seja, em uma escala menor, o universo é muito irregular e dependente da direção. No modelo padrão, ambos os cenários exigem equações diferentes para explicar as observações usando matéria escura e energia escura. A nossa é a única que os explica com a mesma equação, sem a necessidade de matéria escura e energia escura", acrescentou ele em um comunicado.

Em sua opinião, essa nova abordagem nos permite explicar o que vemos no céu: a rotação das galáxias, o agrupamento de galáxias e até mesmo a forma como a luz se curva em torno de objetos maciços, sem ter que imaginar que há algo escondido lá fora. "Tudo é simplesmente o resultado da variação das constantes da natureza à medida que o universo envelhece e se torna irregular", diz ele.

A pesquisa foi publicada na revista Galaxies, revisada por pares.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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