Publicado 25/02/2025 07:57

O Mars rover encontra evidências de praias "estilo férias" em Marte

As áreas azuis mostram a profundidade do antigo mar, agora desaparecido, chamado Deuteronilus. A estrela laranja indica o local de pouso do explorador chinês Zhurong. A estrela amarela é o local de pouso do rover Perseverance da NASA.
ROBERT CITRON/UC BERKELEY

MADRID, 25 fev. (EUROPA PRESS) -

Marte pode ter sido outrora o lar de praias de areia ensolaradas com ondas suaves, de acordo com um novo estudo publicado usando dados do rover chinês Zhurong.

Foram identificadas camadas ocultas de rocha sob a superfície do planeta, o que sugere fortemente a presença de um antigo oceano do norte. A nova pesquisa oferece a evidência mais clara até agora de que o planeta já teve uma quantidade significativa de água e um ambiente mais habitável para a vida, de acordo com Benjamin Cardenas, professor assistente de geologia na Penn State e coautor do estudo. "Estamos encontrando lugares em Marte que se pareciam com antigas praias e antigos deltas de rios", observa Cardenas em um comunicado. "Encontramos evidências de vento, ondas e muita areia - uma praia digna de férias.

O rover Zhurong pousou em Marte em 2021 em uma área conhecida como Utopia Planitia e enviou dados sobre a geologia circundante, procurando sinais de água ou gelo antigos. Diferentemente de outros rovers, ele veio equipado com um radar de penetração, o que lhe permitiu explorar a subsuperfície do planeta, usando radares de baixa e alta frequência para penetrar no solo marciano e identificar formações rochosas enterradas.

SEDIMENTOS DE SUBSUPERFÍCIE

Ao estudar os depósitos sedimentares subterrâneos, os cientistas podem reconstruir um quadro mais completo da história do planeta vermelho, explica Cardenas. Quando a equipe analisou os dados do radar, eles revelaram uma estrutura em camadas semelhante às praias da Terra: formações chamadas "depósitos costeiros" que se inclinam para os oceanos e se formam quando os sedimentos são transportados por marés e ondas para um grande corpo de água.

"Isso imediatamente chamou nossa atenção porque sugere que havia ondas, o que significa que havia uma interface dinâmica de ar e água", insiste Cardenas. "Quando olhamos para trás e vemos onde a vida mais antiga da Terra se desenvolveu, foi na interação entre os oceanos e a terra, então isso nos mostra uma imagem de antigos ambientes habitáveis capazes de abrigar condições favoráveis para a vida microbiana.

Quando a equipe comparou os dados marcianos com imagens de radar de depósitos costeiros na Terra, eles encontraram semelhanças impressionantes, de acordo com Cardenas. Os ângulos de inclinação observados em Marte estavam dentro da faixa daqueles observados em depósitos sedimentares costeiros na Terra. Os pesquisadores também descartaram outras possíveis origens dos refletores inclinados, como fluxos de rios antigos, vento ou atividade vulcânica antiga. Eles sugeriram que a forma inclinada consistente das formações, bem como a espessura dos sedimentos, apontam para uma origem costeira.

"Estamos vendo que a linha costeira desse corpo de água evoluiu com o tempo", diz Cardenas. "Tendemos a pensar em Marte apenas como um retrato estático de um planeta, mas ele estava evoluindo. Os rios estavam fluindo, os sedimentos estavam se movendo e a terra estava se formando e erodindo. Esse tipo de geologia sedimentar pode nos dizer como era a paisagem, como ela evoluiu e, o que é mais importante, nos ajudar a identificar onde podemos querer procurar por vida passada."

A descoberta indica que Marte já foi um lugar muito mais úmido do que é hoje, reforçando a hipótese de que já houve um oceano cobrindo grande parte do polo norte do planeta, disse Cardenas. O estudo também forneceu novas informações sobre a evolução do ambiente marciano, sugerindo que um período quente e úmido propício à vida pode ter durado dezenas de milhões de anos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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