Publicado 30/07/2026 13:26

Mark Zuckerberg afirma que proibir a IA chinesa nos Estados Unidos não é “uma solução eficaz”

Archivo - Arquivo - ARQUIVADO - 25 de setembro de 2024, EUA, Menlo Park: Mark Zuckerberg, CEO da Meta, apresenta um protótipo de óculos inteligentes capazes de projetar objetos digitais em lentes transparentes na conferência de desenvolvedores Meta Connec
Andrej Sokolow/dpa - Arquivo

MADRID 30 jul. (Portaltic/EP) -

O diretor executivo da Meta, Mark Zuckerberg, afirmou que o governo dos Estados Unidos não deveria bloquear a Inteligência Artificial (IA) de ponta da China na tentativa de sair na frente na corrida por essa tecnologia revolucionária.

Os modelos abertos de IA estão atualmente sob os holofotes nos Estados Unidos, em um debate desencadeado pela intenção do governo americano de proibir o uso de pesos abertos, enquanto empresas como Microsoft, Perplexity, Mistral e Nvidia se uniram em sua defesa, com o objetivo de tornar a IA mais acessível, amplamente disponível e capaz de promover avanços na segurança cibernética — o que, segundo elas, ajudará a criar o ecossistema que impulsionará a liderança dos Estados Unidos nessa tecnologia.

Em declarações ao Financial Times, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, se pronunciou sobre o assunto e alertou que a proibição norte-americana aos modelos de IA chineses não seria “uma solução eficaz” para obter vantagem em relação a essa tecnologia, concordando com as demais empresas do setor.

De fato, ele sugeriu que as empresas americanas deveriam se concentrar na identificação sistemática dos gargalos e obstáculos que enfrentam para competir melhor contra as empresas chinesas de IA, como DeepSeek, Qwen, Kimi e outras.

Zuckerberg fez essas declarações após manifestar publicamente seu apoio aos modelos abertos de IA em um artigo publicado no The Wall Street Journal, uma vez que eles permitem que os usuários os personalizem e até mesmo os utilizem em seus próprios equipamentos de forma local. Além disso, ele alertou para o risco de a IA se “centralizar” nas mãos de alguns poucos grupos com grande poder.

Quanto à proibição dos modelos abertos, autoridades dos Estados Unidos citam como exemplo comportamentos como o da “startup” chinesa Moonshot AI, segundo a CNN, que utilizou a “destilação” para treinar de forma acelerada seu modelo Kimi K3, que se aproximou, nos “benchmarks”, dos modelos fechados mais avançados, como as últimas versões do ChatGPT da OpenAI e do Claude da Anthropic.

Além disso, as autoridades dos Estados Unidos afirmam que a Moonshot AI realizou um esforço secreto e em grande escala para contornar as restrições de uso. Até mesmo o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, alertou que os laboratórios chineses poderiam ser sancionados e incluídos na Lista de Entidades dos Estados Unidos.

Essa sanção implicaria no bloqueio do acesso a “hardware” especializado e tecnologia especializada. Uma medida que coincide com uma das três propostas compartilhadas pelo CEO da Anthropic, Dario Amodei, que sugeriu, em uma carta aberta, não vender chips potentes nem equipamentos de fabricação de chips para a China.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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