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MADRID 27 jun. (EUROPA PRESS) -
As sacolas reutilizáveis se tornaram um símbolo de consumo responsável. Nós as usamos para evitar plásticos de uso único, reduzir o desperdício e nos sentirmos um pouco mais sustentáveis. No entanto, seu uso diário sem medidas de higiene pode acabar sendo um risco para sua saúde, como alerta a engenheira de alimentos Mariana Zapién em um de seus vídeos mais recentes.
"As sacolas reutilizáveis estão contaminando sua comida", diz ela. E isso não é um exagero. Ela explica que muitos desses produtos, embora sejam ecologicamente corretos, podem se tornar um terreno fértil para bactérias perigosas se não forem higienizados adequadamente.
UM AMBIENTE PERFEITO PARA BACTÉRIAS COMO A SALMONELA OU A LISTERIA
Como Zapién ressalta, as sacolas reutilizáveis, sejam elas feitas de tecido ou plástico, podem abrigar micro-organismos, como bactérias, leveduras ou fungos, por dias e até semanas. Entre eles, dois dos mais preocupantes são a Salmonella e a Listeria: A Salmonella e a Listeria, conhecidas por sua capacidade de causar intoxicação alimentar grave.
Isso acontece porque tendemos a usar as sacolas para transportar carne crua, frutas, legumes ou alimentos já cozidos, sem distinção, e frequentemente as armazenamos sujas ou úmidas. Nessas condições, especialmente se forem deixadas no porta-malas do carro, a proliferação de bactérias é desenfreada.
NÃO SE TRATA DE NÃO USÁ-LOS, MAS DE USÁ-LOS BEM.
Longe de demonizar o uso de sacolas reutilizáveis, o engenheiro propõe uma série de recomendações práticas para continuar a usá-las com segurança:
Use sacolas separadas para carne crua, frutas e legumes e alimentos prontos para o consumo.
Não as misture com outros itens, como sapatos, roupas sujas ou equipamentos de ginástica.
Evite deixá-los no chão ou em superfícies sujas antes de colocar os alimentos.
Lave-os com frequência usando água quente e detergente, pelo menos uma vez por semana ou imediatamente se houver derramamento de líquidos ou restos de carne.
COMO E QUANDO LAVAR SUAS SACOLAS REUTILIZÁVEIS
A recomendação de Zapién é clara: se você usa suas sacolas com frequência, lave-as pelo menos uma vez por semana. E se elas tiverem entrado em contato com líquidos ou sujeira, faça isso imediatamente. É aconselhável secá-las completamente antes de guardá-las, para evitar a umidade que poderia estimular o crescimento de micróbios.
Além disso, as bolsas devem ser armazenadas em um local seco e limpo para evitar o crescimento de bactérias. O objetivo é interromper o ciclo de contaminação cruzada, um fenômeno que Mariana Zapién apoia com referências científicas na descrição de seu vídeo. Essas referências incluem um estudo da Food Protection Trends (Williams et al., 2011) que já alertava sobre a capacidade das sacolas reutilizáveis de transferir microrganismos entre os alimentos se não forem lavadas adequadamente.
Ele também cita um relatório recente da Virginia Cooperative Extension (Etaka et al., 2024), que oferece recomendações concretas para minimizar os riscos sem abrir mão de hábitos sustentáveis. Além disso, os trabalhos de Kasza et al. (2022) e Carrasco et al. (2012) discutem como algumas práticas de sustentabilidade bem-intencionadas podem comprometer a segurança dos alimentos.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático