MADRID 23 fev. (EUROPA PRESS) - A Associação Espanhola de Medicamentos Genéricos (AESEG) informou que sua presidente, Mar Fábregas, foi reeleita para um terceiro mandato consecutivo, pelo que permanecerá à frente desta organização até, pelo menos, 2028.
Conforme indicado pela entidade patronal da indústria desses medicamentos, a eleição de Fábregas ocorreu por ocasião da recente realização de sua Assembleia Geral de associados, que é seu órgão supremo de governo. Neste evento, também foi eleita a Diretoria e foram aprovadas as principais linhas de ação. Juntamente com sua máxima representante, que faz parte da STADA Espanha, integram a equipe diretiva da AESEG Ignacio Alonso, da Alter Genéricos; Gerardo Dueso, da Aurovitas; Manuel Barro, da Chemo; Raúl Díaz-Varela, da Kern Pharma; Francisco José Aranda, da Laboratorios Cinfa; Jesús Govantes, da Laboratorios Normon; Joaquín Rodrigo, da Sandoz Espanha; Marta González, da Teva Espanha; David Peix, da Towa International; Javier Anitua, da Viatris; e María Elena Casaus, como secretária-geral.
“Este novo mandato deve servir para avançar em direção a um quadro regulatório estável que permita à indústria de medicamentos genéricos acelerar e dinamizar a quota de introdução dos genéricos na Espanha e valorizar a produção nacional existente neste país”, explicou Fábregas, cujo terceiro mandato se centrará no novo Plano Estratégico 2026-2028, apresentado na referida Assembleia. Assim, o objetivo é valorizar a tripla contribuição do medicamento genérico: clínica, econômica e social. Essa estratégia constitui um roteiro para impulsionar uma maior utilização dos genéricos no Sistema Nacional de Saúde (SNS), cuja quota se situa atualmente em 42%, abaixo da média dos países europeus vizinhos (cerca de 65%). PROMOVER UMA REVISÃO URGENTE DO SISTEMA DE PREÇOS
A AESEG indicou que se pretende promover uma revisão urgente do sistema de preços, que permita garantir a continuidade do abastecimento regular de medicamentos a hospitais e farmácias, além de manter a produção em Espanha, que é a segunda potência europeia na fabricação de genéricos.
Nesse contexto, a referida entidade patronal indicou que a ausência de diferença de preço entre o medicamento de referência e o genérico continua sendo o principal obstáculo ao dinamismo e à penetração desses medicamentos no mercado, uma situação especialmente visível nos novos lançamentos de genéricos dos últimos 10 anos, que não ultrapassam uma quota de 20% em unidades após os dois primeiros anos de comercialização.
Os genéricos não só são essenciais para a sustentabilidade do SNS, como também constituem um elemento-chave da autonomia estratégica da União Europeia (UE), uma vez que representam 90% dos medicamentos críticos na lista publicada pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês), continuaram a AESEG.
Por último, esta organização informa que a sua Assembleia Geral contou com a presença do diretor-geral da Carteira Comum de Serviços do SNS e Farmácia, César Hernández, que abordou os desafios dos genéricos no sistema de saúde e as iniciativas lançadas pelo Ministério da Saúde. Além disso, salientou a importância da colaboração entre a Administração e a indústria para garantir o acesso aos tratamentos e a sustentabilidade do SNS.
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