MADRID 20 ago. (Portaltic/EP) -
A empresa de segurança ThreatFabric alertou sobre o Maniac, uma ameaça para o Android que combina recursos de “malware” bancário e “software” espião e que utiliza uma rede de dispositivos próximos infectados para extrair dados.
O Maniac é uma nova família de “malware” para Android que apresenta amplas capacidades de vigilância e controle remoto, incluindo rastreamento de localização, monitoramento de notificações, coleta de arquivos e vigilância de dispositivos.
No entanto, a análise realizada pelos pesquisadores da ThreatFabric sugere que seu objetivo principal é a fraude financeira, e que as capacidades de espionagem visam controlar a atividade financeira da vítima, conforme relatado em um comunicado.
Especificamente, o Maniac monitora 169 aplicativos que operam na Europa — inclusive na Espanha —, entre bancos, serviços de pagamento, carteiras digitais e plataformas de câmbio de criptomoedas, aplicativos de mensagens, serviços governamentais e de identificação eletrônica, navegadores e clientes de e-mail.
Para atingir seu objetivo, ele infecta os smartphones por meio de páginas da web fraudulentas e arquivos baixados, nos quais consegue acesso às configurações de acessibilidade e notificações. Ele se oculta da visão de suas vítimas por meio de sobreposições, atualizações ou telas falsas dos aplicativos que monitora.
É capaz de registrar as teclas digitadas e as interações na tela, o que lhe permite capturar o método de desbloqueio e interceptar informações confidenciais, como senhas ou códigos de uso único.
As informações que consegue coletar são criptografadas e armazenadas localmente. Para extraí-las, o “malware” recorre a outros dispositivos próximos infectados, com os quais se comunica por meio de Wi-Fi Direct, Bluetooth ou BLE, de forma que pode enviar as informações para um servidor sob seu controle mesmo que o dispositivo de origem esteja desconectado.
“Eliminar o acesso direto à internet de um dispositivo infectado não impede necessariamente o vazamento de dados, já que outro celular infectado dentro do alcance do sinal pode atuar como gateway”, afirmam na ThreatFabric.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático