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MADRID, 29 jun. (EUROPA PRESS) -
Pelo menos 432 escolas do Distrito Capital, mais de um terço do total, foram danificadas pelos terremotos que abalaram a Venezuela no último dia 24 de junho, segundo estimativas preliminares do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
No entanto, espera-se que esse número aumente à medida que prosseguem as avaliações dos danos causados pelas mais de 430 réplicas registradas até o momento, o que alerta para as “graves” consequências dessa emergência para a infância.
O UNICEF estima que 1,8 milhão de pessoas, entre elas 680 mil crianças, precisam de ajuda humanitária. As crianças são um dos grupos mais vulneráveis em uma emergência dessa magnitude. Nos próximos dias, milhares de meninos e meninas enfrentarão um risco maior de sofrer lesões, separação familiar, deslocamento e graves consequências para seu bem-estar emocional, além da interrupção de serviços essenciais como assistência médica, acesso à água potável, educação e proteção, alerta a organização.
“A situação das crianças e de suas famílias é crítica. A UNICEF está no local desde o início, oferecendo toda a ajuda possível. Reiteramos nossa solidariedade com o povo da Venezuela e nosso compromisso de continuar trabalhando em parceria com a sociedade civil, com o governo e com a população em prol da infância”, explicou o representante da UNICEF na Venezuela, Manuel Rodríguez.
Já chegou à Venezuela o primeiro voo humanitário da UNICEF, proveniente do depósito regional da organização no Panamá, com 20 toneladas de suprimentos médicos, itens de água e saneamento e barracas. E, nos próximos dias, está previsto o envio de novos carregamentos para reforçar a ajuda às comunidades afetadas.
De acordo com as autoridades venezuelanas, até 28 de junho, haviam sido registrados 1.450 mortos e 3.150 feridos, enquanto milhares de pessoas continuam desaparecidas.
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