MADRID 28 ago. (EUROPA PRESS) -
Cientistas chineses injetaram partículas de fósforo "luminescentes" para criar as primeiras plantas que brilham no escuro com luminescência azul, verde, vermelha e azul-violeta.
Em um artigo publicado na revista Matter, os pesquisadores criaram suculentas (plantas que têm tecidos feios e carnudos para armazenar água) que brilham no escuro e são recarregadas pela luz solar. Injetadas com compostos emissores de luz, as plantas podem brilhar em várias cores e rivalizar com uma pequena luz noturna em seu brilho máximo. De acordo com os autores, esse método simples e barato poderia estabelecer as bases para sistemas de iluminação sustentáveis baseados em plantas.
COMO EM AVATAR
"Imagine o mundo de Avatar, onde plantas brilhantes iluminam todo um ecossistema", diz Shuting Liu, primeiro autor da South China Agricultural University, citado pelo Eureka Alert. "Queríamos concretizar essa visão usando materiais com os quais já trabalhamos no laboratório. Vamos imaginar árvores brilhantes que substituem as lâmpadas de rua.
A vegetação brilhante não é uma ideia nova. Estudos anteriores criaram geneticamente plantas semelhantes. Mas o brilho geralmente é fraco e, em geral, só está disponível na cor verde. Os métodos também eram complexos e caros. Em vez de induzir as células a brilhar por meio de modificação genética, a equipe usou partículas de fósforo com efeito luminescente, materiais semelhantes aos encontrados em brinquedos que brilham no escuro. Esses compostos absorvem a luz e a liberam lentamente ao longo do tempo.
Para que as partículas atravessassem o tecido da folha, os pesquisadores tiveram que atingir o tamanho perfeito: cerca de 7 micrômetros, aproximadamente a largura de uma célula vermelha do sangue.
"As partículas menores, de tamanho nanométrico, movem-se facilmente dentro da planta, mas são mais fracas", diz Liu. "As partículas maiores brilhavam mais intensamente, mas não conseguiam se deslocar muito dentro da planta.
EFEITO DE DUAS HORAS
Em seguida, a equipe injetou as partículas em várias espécies de plantas, incluindo suculentas e não suculentas, como golden potus e pak choi. No entanto, somente as suculentas produziram um brilho intenso, graças aos canais estreitos, uniformes e uniformemente distribuídos dentro da folha, que ajudaram a dispersar as partículas de forma mais eficaz. Após alguns minutos de exposição à luz solar ou à luz LED interna, as plantas modificadas brilharam por até duas horas.
"Foi realmente inesperado", diz Liu, observando que inicialmente ele pensou que as plantas com estruturas de tecido aerado teriam um desempenho melhor. "As partículas se difundiram em questão de segundos e toda a folha da suculenta brilhou."
Usando diferentes tipos de fósforo, os pesquisadores criaram plantas que brilham em várias cores, incluindo verde, vermelho e azul. Eles até construíram uma parede de plantas brilhantes com 56 suculentas, com brilho suficiente para iluminar objetos próximos e ler textos.
"A preparação de cada planta leva cerca de 10 minutos e custa um pouco mais de 10 yuans (cerca de US$ 1,4), sem incluir a mão de obra", diz Liu.
ALTERNATIVA DE ILUMINAÇÃO
A luz das suculentas brilhantes desaparece com o tempo, e a equipe ainda está estudando a segurança a longo prazo dos materiais vegetais. Ainda assim, o conceito poderia oferecer uma alternativa sustentável para iluminação de baixa intensidade em caminhos, jardins ou decoração de interiores. A equipe também está explorando como o método pode iluminar outras plantas além das suculentas.
"Acho incrível que um material em microescala e totalmente artificial possa se integrar tão perfeitamente à estrutura natural de uma planta", diz Liu. "A maneira como eles se integram é quase mágica. Ela cria uma funcionalidade especial.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático