Publicado 04/09/2025 12:13

É mais importante investir em bons calçados do que em sua mochila ou bolsa, dizem os podólogos

Archivo - Arquivo - Dia de aula. Meninas alegres com mochilas caminhando e meninos atrás de costas para a câmera no corredor iluminado da escola
CONSEJO GENERAL DE COLEGIOS OFICIALES DE PODÓLOGOS

MADRID 4 set. (EUROPA PRESS) -

Os calçados escolares são os que as crianças mais usam, entre 9 e 12 horas por dia, portanto "é mais importante investir em bons calçados do que em uma mochila ou estojo de lápis", diz a presidente do Conselho Geral das Associações Oficiais de Quiropodistas, Elena Carrascosa.

Especificamente para crianças de 3 a 12 anos, os profissionais de podologia recomendam calçados com parte superior reta, sola flexível e leve, para não enfraquecer os músculos; com materiais respiráveis e sola interna plana e removível; sem saltos ou plataformas; e que não sejam estreitos ou herdados de irmãos.

Carrascosa também acrescenta que o tamanho deve ser verificado a cada três meses, pois os pés podem crescer até 8 milímetros a cada trimestre. "O erro mais comum é comprar calçados com um tamanho a mais para que durem o ano letivo inteiro. Isso causa atrito, instabilidade e altera a marcha. Cada pé é único, portanto, não se deve herdar calçados de irmãos ou amigos".

Ele também ressalta que "não é necessário usar sapatos em casa. Meias antiderrapantes ou chinelos são suficientes. Deixar os pés respirarem evita o acúmulo de umidade e o aparecimento de fungos ou papilomas, que são muito comuns após o verão, especialmente se você frequentou piscinas".

Além disso, a partir dos três anos e meio de idade, quando o andar já está estabelecido, os profissionais de podologia recomendam o primeiro check-up podológico. "Esse é o momento ideal para detectar problemas como pés chatos, rotações de pernas ou dismetria, que podem levar a problemas no joelho, quadril ou coluna se não forem tratados", diz Carrascosa.

Por outro lado, no caso de crianças de 0 a 3 anos de idade, os podólogos destacam que o ideal é que elas andem descalças ou usem meias antiderrapantes sempre que possível. "Dessa forma, elas estimulam os músculos do pé e desenvolvem uma marcha melhor".

Se o centro precisar de calçados, eles devem ser "muito flexíveis, leves, respiráveis e com uma sola fina, que proteja, mas não restrinja o movimento natural". Eles também destacam que é preferível usar calçados com velcro ou cadarços para evitar que o pé escorregue dentro do sapato.

Também consideram importante garantir que os pés não suem excessivamente, trocando as meias diariamente e optando sempre por fibras naturais ou técnicas respiráveis. Nesse sentido, eles dizem que, nessa idade, mais do que corrigir, o mais importante é observar: detectar se a criança arrasta muito os pés, se cai com frequência ou se apresenta dor. "Isso pode ser fundamental para identificar alterações neurológicas ou de desenvolvimento que podem ter passado despercebidas nos check-ups pediátricos", acrescenta o presidente.

Nesse sentido, os profissionais de podologia recomendam visitar um podólogo se as crianças se queixarem de dor nos pés, tornozelos ou pernas, se caírem com frequência, se andarem na ponta dos pés ou se enfiarem muito os pés para dentro. Em alguns casos, pode ser necessário um tratamento com palmilhas personalizadas ou exercícios de reeducação postural.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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