Publicado 14/07/2026 08:16

Mais de 60% das crianças e adolescentes com obesidade apresentam dificuldades para sentar-se e levantar-se, de acordo com dois estud

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KWANCHAICHAIUDOM/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 14 jul. (EUROPA PRESS) -

Dois estudos realizados por pesquisadores do Hospital Vall d'Hebron, de Barcelona, mostraram que mais de 60 por cento das crianças e adolescentes com obesidade apresentam dificuldades para sentar-se e levantar-se, o que levou a Sociedade Espanhola de Reabilitação e Medicina Física (SERMEF) a fazer um apelo para “incorporar mais movimento a fim de estabelecer rotinas para o resto do ano”.

“Os resultados evidenciam o elevado impacto da doença associada a essa condição, mesmo em idades precoces”, afirmou a doutora Inmaculada Donat, membro desse centro de saúde, durante a apresentação desses trabalhos no 64º Congresso Nacional dessa sociedade científica, realizado recentemente. Esses trabalhos foram desenvolvidos no Serviço de Medicina Física e Reabilitação em conjunto com a Unidade de Tratamento Integral da Obesidade Pediátrica (UTIO-P).

Assim, essas pesquisas, que mostram que esses grupos podem apresentar alterações metabólicas e funcionais precoces, mesmo que pareçam clinicamente estáveis, confirmam o dado de que 66,3% apresentam capacidade funcional reduzida no teste de sentar-se e levantar-se, uma ação cotidiana que permite detectar limitações que nem sempre são percebidas em uma avaliação clínica convencional.

Diante disso, “caminhar, brincar ao ar livre ou praticar atividades adaptadas à idade e à capacidade funcional de cada criança pode ajudar a reduzir o sedentarismo e promover hábitos saudáveis”, afirmaram Donat e o também membro da SERMEF e do Hospital Vall d’Hebron, o Dr. Percy Daminani, neste evento realizado em Barcelona.

Durante o evento, a primeira detalhou um desses dois estudos, que analisou o perfil clínico, corporal e funcional de 126 crianças e adolescentes com obesidade encaminhados ao Serviço de Reabilitação do centro. “67,5% dos pacientes já apresentam comorbidade metabólica, ou seja, a presença de outros problemas de saúde associados à obesidade, como alterações hepáticas, pressão arterial elevada ou resistência à insulina”, explicou ela.

SEDENTARISMO

“Há um claro predomínio do sedentarismo”, destacou ela, acrescentando que “mais da metade dos pacientes não pratica exercícios físicos regularmente, um fator que contribui para manter o risco cardiometabólico e que desempenha um papel determinante no desenvolvimento e na manutenção da doença”. A análise por meio do ‘DEXA’, o exame de imagem que mede a composição corporal, ou seja, a quantidade de gordura, músculo e massa óssea de uma pessoa, mostra “uma porcentagem elevada de gordura corporal, em torno de 42 por cento, e, especialmente, uma predominância de gordura na região do tronco, um padrão intimamente relacionado a um maior risco cardiovascular”, acrescentou.

Por sua vez, Daminani referiu-se ao segundo trabalho, que desenvolveu um modelo multidisciplinar que integra Endocrinologia, Nutrição, Psicologia e Reabilitação, com ênfase especial na avaliação funcional e na prescrição de exercícios como ferramenta terapêutica. Esse programa combina treinamento de força, resistência aeróbica e exercícios de mobilidade durante um período estruturado, com sessões presenciais e telereabilitação.

“Os resultados mostram melhorias significativas na força muscular, na capacidade funcional e na velocidade da marcha após a conclusão do programa”, afirmou, acrescentando que “essas melhorias são especialmente evidentes em testes dinâmicos, como a força de preensão manual e o próprio teste de sentar e levantar”. “Por outro lado, em outras medidas globais, as mudanças são mais discretas, provavelmente porque a função basal já se encontra relativamente preservada”, afirmou.

Por fim, ambos os especialistas destacaram que esses estudos “ressaltam que ferramentas clássicas, como o índice de massa corporal (IMC), embora úteis, não são suficientes para identificar o verdadeiro impacto da obesidade”. Por isso, é necessário “incorporar medidas mais completas, como a composição corporal e a avaliação funcional, para avaliar com maior precisão como a obesidade afeta a saúde e o funcionamento diário de crianças e adolescentes”, concluíram.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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