MADRID 16 abr. (EUROPA PRESS) -
A Organização Nacional de Transplantes (ONT), parte do Ministério da Saúde, informou que o número de órgãos para transplante transferidos por avião dobrou desde 2016, passando de 695 para 1.159 em 2024.
Além disso, a ONT gerenciou um total de 1.040 operações aéreas para transplante em 2024, um recorde histórico que quase dobra o número de operações realizadas há uma década na Espanha, de acordo com o relatório que acaba de publicar, que reconhece o "papel essencial" dos aeroportos e companhias aéreas no Programa Espanhol de Doação e Transplante.
Assim, a Organização destaca que o aumento do número de pulmões transferidos por via aérea (262) é "especialmente relevante". Esse número está diretamente relacionado ao aumento de 30% nos procedimentos de transplante de pulmão registrados pela ONT em 2024.
Os demais órgãos transportados por via aérea, muitas vezes para transplante de pacientes em situações de emergência zero, foram 300 fígados, 191 corações, 25 pâncreas e 5 transplantes multiviscerais. Com relação aos rins, o órgão mais transplantado, 376 foram transportados por via aérea no ano passado. Desses, 135 (36%) foram destinados ao transplante de pacientes altamente sensibilizados (com grande dificuldade de transplante por razões imunológicas) dentro do programa PATHI da ONT, criado especificamente para esses pacientes.
A EQUIPE GUARDA O ÓRGÃO
Com relação às transferências, o armazenamento de órgãos pela tripulação da aeronave continua sendo o mais frequente, embora a transferência de órgãos com a equipe médica também tenha aumentado em 2024. Assim, no ano passado, 556 (51%) órgãos transportados por via aérea foram coletados e transferidos pela tripulação da aeronave, sem que nenhuma equipe médica viajasse com eles.
Os 534 (49%) órgãos restantes foram transportados com a equipe médica responsável. No caso dos rins, o transporte aéreo é sempre realizado em um voo programado, a cargo da tripulação, por se tratar de um órgão que resiste a períodos mais longos de isquemia pelo frio.
Em 2024, os aeroportos intervieram em 2.385 ocasiões nas diferentes operações realizadas. Mais uma vez, o aeroporto de Madri-Barajas foi o mais movimentado, com 522 intervenções, representando 22% do total. O próximo aeroporto em termos de número de operações foi o aeroporto de Barcelona, com 427 intervenções.
Para facilitar as operações de transplante, no ano passado a equipe de coordenação da ONT solicitou a extensão do horário de funcionamento do aeroporto em 279 ocasiões. O aeroporto de Múrcia se destacou, estendendo seu horário de funcionamento 35 vezes, assim como o aeroporto de Sevilha, que o fez 26 vezes, seguido pelos aeroportos de Córdoba e La Coruña, que estenderam seu horário de funcionamento em 24 e 22 ocasiões, respectivamente.
Além disso, em 21 ocasiões, a abertura extraordinária dos aeroportos foi solicitada para a transferência de órgãos, uma vez que eles haviam fechado. Destaca-se a disponibilidade do aeroporto de Badajoz, onde essa abertura extraordinária foi solicitada em até oito ocasiões. A frequência de solicitações de abertura extraordinária de aeroportos permaneceu estável nos últimos anos, enquanto houve um aumento significativo nas solicitações de extensão de horários.
Por outro lado, ao longo de 2024, houve 53 operações organizadas pela ONT, destinadas a hospitais espanhóis de transplante, para as quais foi necessária a participação de aeroportos estrangeiros. Os aeroportos portugueses foram os mais frequentemente envolvidos. Especificamente, o aeroporto do Porto foi envolvido 17 vezes, Faro cinco vezes e Lisboa quatro vezes, todos no contexto do acordo de colaboração para o intercâmbio de órgãos que a Espanha tem com o país português.
Quanto às companhias aéreas envolvidas na transferência de órgãos em 2024, 310 (30%) eram companhias aéreas comerciais e 710 (70%) eram companhias aéreas privadas. Atlantic, Initium e CNAIR são as companhias aéreas privadas mais ativas. A ONT também agradece a colaboração desinteressada das companhias aéreas Vueling, Iberia, Air Europa, Iberia Express e Air Nostrum, que permitem o transporte gratuito de órgãos em seus voos comerciais.
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