CONSEJO GENERAL DE ENFERMERÍA - Arquivo
MADRID 26 jun. (EUROPA PRESS) -
O secretário-geral do Conselho Geral de Enfermagem (CGE), Diego Ayuso, informou na quinta-feira que mais de 1.000 enfermeiros se candidataram para trabalhar no exterior entre janeiro e junho de 2025, um número que pode se tornar um "recorde" até o final do ano.
Até 1.473 enfermeiros fizeram o mesmo em 2023, indo principalmente para os Estados Unidos e Noruega, devido às más condições de trabalho e à falta de reconhecimento profissional que existe na Espanha; de fato, 30% dos enfermeiros reconheceram ter pensado em deixar a profissão, disse Ayuso durante a coletiva de imprensa.
Tudo isso se soma à falta de cerca de 100.000 enfermeiros na Espanha, de acordo com dados do Ministério da Saúde, que se acentua durante as férias de verão, quando a força de trabalho fica reduzida em sua capacidade de atender às necessidades dos pacientes.
De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Southampton (Reino Unido) e publicado na revista "BMJ Quality & Safety", que analisou dados de mais de 625.000 pacientes em 185 unidades hospitalares britânicas, cada dia com falta de enfermeiros nos primeiros cinco dias de internação de um paciente se traduz em um risco 8% maior de morte, um risco 1% maior de readmissão e uma permanência hospitalar 69% maior, entre cinco e oito dias.
"Reverter a escassez de enfermeiros é econômico e salva vidas", disse Ayuso, que afirmou que para reverter essa situação seria necessário um investimento de 232 euros por internação, o que evitaria 6.527 mortes por ano.
Ela também criticou a existência de um "alto nível de emprego temporário" na profissão, com 10.824 contratos para 5.802 trabalhadores sendo registrados em 2024, dos quais 8.408 eram temporários.
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