Publicado 13/04/2026 10:05

Magyar promete inaugurar uma nova era e afirma que o lugar da Hungria "era, é e será" na Europa

13 de abril de 2026, Budapeste, Hungria: Peter Magyar discursa para uma multidão de apoiadores durante o evento da noite eleitoral do partido TISZA em Budapeste. O dia 12 de abril de 2026 marcou a transformação política mais significativa na Hungria em dé
Europa Press/Contacto/Attila Husejnow

MADRID 13 abr. (EUROPA PRESS) -

O vencedor das eleições legislativas na Hungria, Péter Magyar, prometeu nesta segunda-feira inaugurar uma nova era no país, após afirmar que o lugar da Hungria “era, é e será” na Europa e comparar as eleições deste domingo com o referendo sobre a adesão ao bloco europeu realizado na mesma data em 2003.

Em uma longa coletiva de imprensa, Magyar indicou que as eleições legislativas confirmaram o lugar da Hungria na Europa. “Talvez o mais importante que decidiram foi que o lugar da Hungria era, é e será na Europa”, afirmou ele, depois que a deriva autoritária do primeiro-ministro, Viktor Orbán, e seus constantes confrontos com as autoridades comunitárias acabaram transformando as eleições em um plebiscito sobre a União Europeia.

Magyar traçou um paralelo entre as eleições nas quais seu partido, o Tisza, obteve uma vitória esmagadora de 14 pontos sobre o hegemônico Fidesz e pôs fim à era de Orbán, após 16 anos no cargo, com o referendo em que os húngaros aprovaram a adesão do país à UE.

Assim sendo, ele prometeu inaugurar uma nova era e promover uma “mudança de regime” em Budapeste. “Faremos todo o possível para garantir que esta seja realmente uma nova era, já que os húngaros votaram não apenas por um novo governo, mas por uma mudança completa de regime”, assegurou o líder de uma formação criada há apenas dois anos e que teve uma trajetória meteórica desde que obteve sete cadeiras nas eleições europeias de 2024.

Nesse sentido, ele prometeu colocar a mão na massa para promover “uma mudança de regime”, após afirmar que a Hungria tem sido governada “por um grupo criminoso organizado”, em referência ao Fidesz.

Sobre sua relação com a UE, o futuro primeiro-ministro previu uma reconstrução das relações, seriamente prejudicadas pelos contínuos confrontos protagonizados por Orbán, afirmando que entre suas principais tarefas está dar continuidade às negociações para recuperar os fundos europeus congelados.

“Manteremos conversas, mas não iremos lá para brigar”, garantiu sobre suas relações com Bruxelas, ressaltando que defenderá os interesses nacionais seja em “Estrasburgo, Bruxelas, Moscou ou Washington”. Por isso, ele destacou que, sob seu mandato, a Hungria desempenhará um papel construtivo nos debates europeus, já que “os líderes de todos os países esperam que as disputas sejam discutidas e resolvidas em conjunto”, informa o meio de comunicação ‘Telex’.

Da mesma forma, ele destacou a necessidade de contar com estruturas europeias “mais ágeis” para que a Europa possa “ter uma voz forte” no contexto geopolítico atual.

Assim, ele garantiu que “além das mentiras da propaganda”, a UE é um “projeto de paz”, pelo que atenuou o tom habitual de Orbán contra a posição de Bruxelas na guerra na Ucrânia e sublinhou que a paz que existe na Europa nas últimas décadas se deve, em parte, ao papel da OTAN e da UE.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado