MADRID, 31 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente da França, Emmanuel Macron, manifestou sua solidariedade ao presidente do Governo, Pedro Sánchez, a quem ofereceu “toda a ajuda necessária” para enfrentar a crise migratória em Ceuta, inclusive por meio da Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (Frontex).
“Aplaudo a cooperação em andamento com o Marrocos, que já permitiu hoje mais de 40.000 retornos de Ceuta para o Marrocos. Os ministros do Interior estão em contato para garantir um acompanhamento rigoroso da situação”, afirmou o presidente francês em uma longa mensagem nas redes sociais após uma ligação com Sánchez.
O chefe de Estado francês deixou claro que Ceuta “não se beneficia da livre circulação para o restante do espaço Schengen”. “No entanto, solicitei ontem ao ministro do Interior que reforçasse os controles em nossa fronteira com a Espanha, caso fosse necessário: quatro unidades de forças móveis, aeronaves e drones estão mobilizados”, afirmou.
Nesse sentido, ele defendeu que as medidas reforçam as disposições adotadas pelo governo francês desde 2020 para proteger melhor a fronteira com a Espanha “em estreita coordenação, com brigadas comuns e uma ação conjunta de combate à imigração clandestina”.
“Essas medidas vêm complementar os instrumentos europeus adotados para garantir os retornos e aplicar o pacto de asilo e migrações, com uma queda de 25% nos fluxos irregulares para a União Europeia no ano passado e uma redução contínua nas rotas migratórias do Atlântico e do Mediterrâneo Ocidental até 2026”, indicou.
Macron defendeu, assim, os conceitos de “solidariedade e responsabilidade” com os parceiros europeus no âmbito da aplicação das leis europeias em matéria de repatriação e de proteção das fronteiras externas da União. “Reitero aqui nossa solidariedade com a Espanha, seu governo e seu povo”, concluiu.
Suas declarações ocorreram depois que a Comissão Europeia se ofereceu, na quinta-feira, para reforçar o apoio à Espanha com assistência financeira, técnica e operacional, inclusive por meio da Frontex, para “controlar a situação” em Ceuta após a entrada de 60 mil migrantes na cidade autônoma vindos de Marrocos.
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