Publicado 30/09/2025 08:47

Lilly lança 'Não somos feitas de pedra nem estamos sozinhas', mostrando o impacto emocional do câncer de mama avançado

Archivo - Arquivo - Lilly lança 'Não somos feitas de pedra nem estamos sozinhas' para mostrar o impacto emocional do câncer de mama avançado
LILLY - Arquivo

MADRID 30 set. (EUROPA PRESS) -

A Lilly lançou a iniciativa "Ni somos de piedra ni estamos solas", dentro do movimento "Entre Ellas", que conta com a colaboração da Federação Espanhola de Câncer de Mama (FECMA) e com o apoio social da Sociedade Espanhola de Oncologia Médica (SEOM), do Grupo de Pesquisa em Câncer de Mama GEICAM e da SOLTI, um grupo de pesquisa clínica sobre câncer, para conscientizar sobre a importância do impacto emocional e da gestão dessas emoções diante do diagnóstico de um tumor com alto risco de recidiva ou metástase.

Como parte dessa iniciativa, foi criado um vídeo no qual as estátuas de Cibeles e La Mariblanca ganham vida para mostrar que, no câncer de mama, as pacientes não são feitas de pedra, nem devem estar sozinhas. Essa peça tem o objetivo de tornar visível a carga emocional que essas duas realidades do câncer de mama podem acarretar.

Além disso, também foi criado o "Universo de emoções com alto risco de recidiva e metástase no câncer de mama", um documento que identifica as 12 emoções mais frequentes em cada um desses momentos da doença, com que intensidade elas podem ser sentidas e inclui um decálogo de recomendações para gerenciá-las.

Entre essas emoções estão o medo, a angústia, a injustiça, a solidão, a surpresa e a impotência, segundo a psico-oncologista Marta de la Fuente, que participou da elaboração desse documento, e deu algumas das chaves para identificá-las, analisá-las e regulá-las para aprender a administrá-las.

"Cada paciente é único e sua experiência com a doença é pessoal e intransferível. No entanto, embora o processo seja vivenciado de forma muito diferente em cada caso, há emoções que se repetem, especialmente em estágios avançados da doença", explica o psico-oncologista.

"Reconhecer essas emoções, identificá-las, analisá-las e regulá-las individualmente é fundamental. No entanto, quando a emoção é intensa, não passa e percebemos que ela nos domina, é necessário pedir ajuda a um profissional. Ser capaz de abordar as emoções a partir de uma perspectiva individualizada permite que os profissionais ofereçam um acompanhamento emocional mais eficaz, adaptado às reais necessidades de cada paciente. Esse processo de autoconhecimento emocional é fundamental para enfrentar os desafios impostos pela doença, tanto psicologicamente quanto em termos de qualidade de vida", diz Marta de la Fuente.

Esse documento também reflete a intensidade com que eles sentem cada uma dessas emoções em cada uma dessas duas realidades. Com alto risco de recaída, as emoções mais frequentes experimentadas com maior intensidade são medo, incerteza, tristeza, frustração e desesperança, seguidas, em menor grau, por angústia, injustiça, solidão; e, em menor grau, surpresa, raiva ou descrença.

Nas mulheres que receberam o diagnóstico de metástase, as emoções mais frequentes e intensas tendem a ser frustração, medo, incerteza e tristeza. Outras emoções que se destacam são o desespero, a angústia e a injustiça, em menor grau, bem como a raiva, a descrença, a surpresa, a solidão, o desamparo e a impotência, em menor grau.

"É importante considerar o câncer de mama como uma realidade que afeta as pacientes como um todo e, portanto, também sua esfera emocional", enfatiza Antonia Gimón, presidente da Federação Espanhola de Câncer de Mama (FECMA).

Gimón nos lembra que essa é uma doença que, além dos tratamentos e do acompanhamento clínico, "tem um forte impacto emocional e social, especialmente em situações de alto risco de recidiva ou metástase". "É por isso que a informação adequada fornecida pelos profissionais de saúde é fundamental: ela ajuda a gerenciar as expectativas, reduz a incerteza e ajuda as mulheres a tomar decisões com mais confiança e segurança. Cada experiência de câncer de mama é diferente, mas todas compartilham a necessidade de se sentirem ouvidas e apoiadas. Portanto, iniciativas como essa nos lembram que é essencial continuar avançando em direção a um atendimento mais abrangente e centrado na pessoa", acrescenta.

Nesse sentido, Alejo Cassinello, Diretor da Área de Oncologia Médica da Lilly Espanha, nos lembra que "quando uma paciente é diagnosticada com câncer de mama, ela enfrenta um processo complexo e prolongado, no qual intervêm múltiplos fatores que influenciam a evolução da doença e que podem dar origem a experiências emocionais diferentes, mas compartilhadas".

Por esse motivo, ele acrescenta, "esse Universo de Emoções, promovido pela Lilly, é um reflexo do nosso compromisso com os pacientes e com a pesquisa do câncer. Temos certeza de que, com a colaboração da FECMA e das sociedades científicas, ele servirá como uma ferramenta de apoio para ajudar a reconhecer e abordar essas emoções de forma individualizada, promovendo espaços seguros de escuta e acompanhamento que contribuam para o seu bem-estar".

UNIVERSO DAS EMOÇÕES

Em sua última seção, o 'Universo das Emoções' concentra-se em como aprender a gerenciar as emoções que podem surgir ao longo do processo oncológico. Por exemplo, ao se deparar com o medo, recomenda-se não alimentá-lo com pensamentos antecipatórios, mas redirecionar a atenção para o momento presente. No caso da surpresa, recomenda-se permitir que a emoção venha à tona, mas a partir de uma comunicação emocional e não de uma reclamação constante.

Quando surge a raiva, eles ressaltam que é importante expressá-la de forma respeitosa e não acumular raiva internamente, incentivando a comunicação calma. "Todas essas recomendações ajudam a promover a consciência emocional e o autocuidado, aspectos essenciais no acompanhamento de pacientes com câncer de mama com alto risco de recidiva ou com doença metastática", alertam.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contenido patrocinado