Publicado 14/09/2026 10:24

A líder do partido de extrema direita AfD pede eleições gerais e se declara “pronta” para governar

7 de setembro de 2026, Berlim, Berlim, Alemanha: Alice Weidel na Conferência de Imprensa Federal “AfD – Repercussões das eleições estaduais na Saxônia-Anhalt na política federal”, na sede da Conferência de Imprensa Federal. Berlim, 07/09/2026
Bernd Elmenthaler / Zuma Press / Europa Press

BERLIM 14 set. (DPA/EP) -

A copresidente do partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD), Alice Weidel, exigiu nesta segunda-feira a realização de eleições gerais no país e destacou que seu partido está “pronto” para governar, após a vitória esmagadora da formação nas eleições em Saxônia-Anhalt e os bons resultados obtidos nas eleições municipais na Baixa Saxônia.

“Dada a situação desoladora da coalizão (de conservadores e social-democratas), em nossa opinião, convocar novas eleições seria a solução mais clara”, afirmou em declarações concedidas ao veículo de comunicação The Pioneer. “O povo deve decidir agora quem deve tirar o país da crise. Estamos prontos para isso”, destacou, no âmbito de seus repetidos apelos por eleições antecipadas.

As últimas pesquisas colocam a AfD em primeiro lugar em caso de eleições, com uma intenção de voto próxima a 29%, enquanto os parceiros da coalizão do chanceler, Friedrich Merz — a aliança conservadora entre a União Democrata Cristã (CDU) e a União Social Cristã da Baviera (CSU) e o Partido Social-Democrata (SPD) — ficam com 20% e 13% dos votos, respectivamente.

Weidel destacou ainda que seu partido está “disposto” a “estender a mão a qualquer um e estabelecer conversas sérias, se isso for para o bem do país”, em referência à possibilidade de um hipotético governo de minoria liderado pelo primeiro-ministro da Baviera e líder da CSU, Markus Soeder, ou por Hendrik Wust, ministro-chefe da Renânia do Norte-Vestfália.

Assim, ela ressaltou que o fato de Soeder ou Wust “estarem dispostos a isso” é “outra história, dados os obstáculos que eles próprios criaram”, em referência à recusa expressa pelos conservadores em formar governo com o partido de extrema direita, conforme noticiado pela agência de notícias alemã DPA.

O próprio Soeder, uma figura-chave entre os conservadores na Alemanha, descartou qualquer movimento interno para substituir Merz. “Quem quer que assumisse o cargo imediatamente, se analisarmos as alternativas, enfrentaria inicialmente os mesmos problemas: um SPD que tem dificuldades com as reformas”, afirmou em declarações ao jornal ‘Bild’.

O apelo de Weidel por eleições antecipadas ocorre em meio a críticas a Merz pelo desempenho do governo alemão e pela queda da CDU nas pesquisas, que nas eleições na Saxônia-Anhalt perdeu 20 pontos percentuais e caiu para 17,2% dos votos, contra os 44% obtidos pela AfD, que imediatamente exigiu que o chanceler renunciasse e convocasse eleições gerais.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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