MADRID 22 maio (Portaltic/EP) -
A Lenovo divulgou os resultados financeiros do último trimestre fiscal e do encerramento do ano fiscal da empresa, destacando um desempenho excepcional na região da Península Ibérica, com números que consolidam a tendência de crescimento sustentado e que encerram o ano mais sólido da história do Grupo.
A Lenovo alcançou um faturamento recorde de 21,6 bilhões de dólares no quarto trimestre, após um aumento de 27% em relação ao ano anterior, o que representa a maior taxa de crescimento anual em cinco anos, duplicando o lucro líquido ajustado para 559 milhões de dólares.
Esses dados foram compartilhados pelo diretor-geral da Lenovo Ibéria, Alberto Ruano; pelo gerente-geral da ISG Ibéria, Alexandre Bento; e pela gerente-geral da MBG Ibéria, Andrea Monleón, em um encontro com a imprensa realizado nesta sexta-feira nos escritórios da organização em Madri.
Alberto Ruano destacou que não foi apenas um recorde de faturamento e negócios no quarto trimestre para a Lenovo, mas, ao mesmo tempo, “o melhor ano” da história da empresa. E ressaltou que “isso se deveu a muitos motivos, não apenas ao faturamento”.
O executivo deu grande importância ao papel desempenhado pelo negócio de inteligência artificial, que afetou todas as vertentes de negócios da Lenovo, já que “todas as divisões tiveram crescimento de dois dígitos, e a IA já representa, com um crescimento de 84%, 38% da faturamento do grupo”.
Ele lembrou que, para os resultados históricos, todas as divisões tiveram um papel importante nos números do quarto trimestre, com destaque para os números de dois dígitos das três áreas de negócio: Grupos de Dispositivos Inteligentes (IDG), com um crescimento anual de 24%; Grupos de Soluções de Infraestrutura (ISG), com 37%; e o Grupo de Soluções e Serviços (SSG), que atingiu 19%.
A Lenovo também destacou a importância do PC, que representa aproximadamente 58% do faturamento total do grupo. Smartphones e serviços representam 10% e 12%, respectivamente, e a divisão de infraestruturas, com US$ 202 milhões em faturamento, representa cerca de 25% do peso da empresa.
A Lenovo destacou que a receita da IDG aumentou 24% em relação ao exercício anterior, atingindo US$ 14,6 bilhões (graças à receita proveniente de PCs e dispositivos inteligentes, com um crescimento de 26% em relação ao ano anterior), o que se traduz na maior taxa de crescimento dos últimos cinco anos.
No segmento de PCs, a Lenovo continua mantendo uma liderança notável em relação à concorrência e, em termos de participação no mercado global, conseguiu, mais uma vez, registrar um quarto trimestre recorde com 24,4%. A diferença em relação ao segundo colocado do setor atingiu seu maior valor em 15 anos.
Além disso, os PCs premium já representam 50% das unidades vendidas, com um aumento de 29% em relação ao ano anterior, o que reflete o sólido desempenho em segmentos de alto valor.
O desempenho no segmento premium é de vital importância para a empresa, conforme destacado por Andrea Monleón ao indicar que a Lenovo foi “o quarto fabricante a nível global”. “Acredito que tenha sido um grande marco para nós neste último trimestre. Além disso, 20% da receita que obtivemos já provém de equipamentos premium. Começamos a colher os primeiros dados positivos.”
Na Europa, a Motorola continua a crescer na casa dos dois dígitos no segmento premium dentro do faturamento da empresa, e nas demais regiões observam-se aumentos positivos na receita e nas unidades distribuídas. Monleón revelou que na Península Ibérica a empresa atinge 6,9% de participação de mercado, e no segmento premium volta a crescer na casa dos dois dígitos na faixa alta, enquanto na Moto Things (dispositivos que não são smartphones) estão desenvolvendo novas linhas de crescimento, como wearables, fones de ouvido sem fio e áudio.
Alexandre Bento destacou a importância das capacidades de fornecimento e logística como fator diferenciador em relação à concorrência, o que permitiu ao ecossistema de parceiros concretizar seus projetos. O segundo aspecto que ele destacou é que, da metade dos projetos de IA do ano anterior, a Lenovo conquistou metade deles, algo que ele atribuiu à especialização da marca e ao alinhamento que ela mantém atualmente com o ecossistema do mercado.
A aquisição, no ano passado, da Infinidat, fornecedora de soluções de armazenamento empresarial e de dados, significou para a Lenovo a aquisição de um produto que não constava em seu portfólio; assim, além de contar com a melhor engenharia interna, a empresa busca oportunidades externas para expandir seus negócios.
Na área de serviços, a Lenovo vem registrando 20 meses de crescimento de dois dígitos, com um faturamento de 2,6 bilhões de dólares e um crescimento anual de 19%. Ruano esclareceu que “o que já não está ligado ao hardware, ou seja, os serviços que a Lenovo está oferecendo ao mercado, representa 62% do faturamento da empresa”. Ruano destacou a importância do negócio B2B na Península Ibérica por parte da Motorola, garantindo que “o cliente entende que tanto a Lenovo quanto a Motorola são a mesma empresa”.
Alberto Ruano destacou que, para a Lenovo, em um momento tão delicado devido ao alto custo dos componentes e aos problemas de algumas marcas em manter estoques, foi crucial contar com a disponibilidade do produto. “Não entregamos em meses, fazemos na hora porque fabricamos. 80% dos componentes de nossos dispositivos são fabricados por nós mesmos”, garantiu.
O melhor ano da história da Lenovo, com 83,1 bilhões de receita total (um crescimento de 20% em relação ao ano anterior), sendo 58,9 bilhões para dispositivos/produtos, 19,2 bilhões para infraestruturas (ISG) e 10,3 bilhões de dólares para SSG. "Todos os negócios crescem, maior participação em todos os mercados, somos muito mais valorizados do que há 5 anos e marcas como a Motorola já têm uma relevância importante. E embora o negócio de PCs continue crescendo, continue batendo recordes em participação de mercado, sendo número um por quatro anos consecutivos, isso é simplesmente algo único na indústria", destacou Ruano.
Andrea Monleón indicou que, no que diz respeito à Motorola a nível global, este foi o melhor ano desde a aquisição da Moto pela Lenovo. Na Espanha, continuam a superar-se a si próprios com um terceiro ano que superou o segundo, e com a importância do segmento premium, com 32%, como o número crucial para a marca.
Monleón dedicou algumas palavras à entrada em Portugal, com um primeiro ano que registrou um crescimento mais rápido do que o esperado e com participações de 5% em alguns trimestres. Uma região dentro da Península Ibérica na qual a Motorola espera ter um crescimento sustentado nos próximos anos.
Ruano destacou as razões pelas quais a Lenovo mantém esses números históricos e concluiu dizendo que “antes, para ser líder, o importante era a participação de mercado e que agora não basta ser líder apenas em faturamento, mas é preciso ser líder em todos os sentidos, com uma organização motivada. Ser líder significa muitas coisas”, acrescentou.
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