MADRID 11 jun. (Portaltic/EP) -
A Lefebvre, empresa especializada em conteúdo jurídico e soluções tecnológicas para o setor jurídico, realizou a 3ª edição do “Congresso IA Direito e Empresa”, o evento de referência para analisar o impacto real da inteligência artificial (IA) no âmbito jurídico e empresarial.
Sob o lema “Do impacto à ação: a nova prática jurídica”, o evento reuniu nesta quarta-feira especialistas do setor para discutir os desafios que essa transformação apresenta: gestão de risco, conformidade regulatória, automação de processos, novos modelos de Operações Jurídicas e a evolução dos perfis profissionais no ambiente jurídico.
Como novidade este ano, o Congresso contou com quatro workshops práticos voltados para a implementação do uso real da IA em escritórios e organizações, entre os quais se destacam a IA aplicada e os casos de uso; os ecossistemas necessários para que PMEs e escritórios possam aplicar corretamente essas ferramentas tecnológicas; vibecoding e automação; e o impacto da IA nos jovens talentos e nas novas competências que o setor jurídico exigirá nesse sentido.
O presidente da Lefebvre, Juan Pujol; o diretor executivo da Lefebvre, José Ángel Sandín; e o secretário-geral e do Conselho do Banco Santander, Jaime Pérez Renovales, foram os responsáveis por dar as boas-vindas ao Congresso, que foi realizado presencialmente em Madri e transmitido online.
Durante sua intervenção, Pérez Renovales destacou que “o Banco Santander há mais de 20 anos apoia a Administração da Justiça e os profissionais do setor, oferecendo soluções adaptadas para impulsionar seu desenvolvimento profissional e pessoal”.
Por sua vez, Sandín destacou que na Lefebvre foram “pioneiros em abrir os olhos” de muitos profissionais para o potencial da IA generativa. “Hoje, o debate já não é o que essa tecnologia pode fazer por nós, mas como integrá-la com garantias em nossos processos e decisões”, acrescentou o executivo.
A inauguração contou com a presença do prefeito de Madri, José Luis Martínez-Almeida, que refletiu sobre o potencial transformador da IA e defendeu a necessidade de enfrentar essa revolução tecnológica com as pessoas no centro.
Além disso, destacou a importância de combinar inovação, empresa e segurança jurídica para consolidar Madri como referência na adoção da IA, e reivindicou o papel das empresas como motor de transformação: “Sem o mundo empresarial, Madri não pode ser compreendida e não pode ter futuro”, afirmou.
O vice-presidente do Grupo Marlex e especialista em inovação, estratégia e gestão humanista, Xavier Marcet, destacou o impacto da IA nos modelos de liderança e gestão empresarial. Para ele, “a verdadeira estratégia são as pessoas. O produto tem que ser bom, mas o impacto que você consegue está no know-who, em quem faz as coisas”.
GOVERNANÇA, CONTROLE E SEGURANÇA JURÍDICA DA IA
Durante o primeiro bloco do Congresso, o sócio da Deloitte Legal, Rodrigo González; a responsável por Legal Tech & Ops e Joint Ventures Corporativas da Moeve, Estíbaliz Medina; e o diretor de Assessoria Jurídica do Banco Santander, J. Heraclio Peña Pérez, exploraram questões relacionadas à conformidade regulatória, proteção de dados, responsabilidade decorrente de decisões automatizadas ou rastreabilidade dos resultados gerados por sistemas de IA.
A esse respeito, González reconheceu que os projetos de governança da inteligência artificial estão se tornando cada vez mais complexos “porque a regulamentação continua evoluindo e muitos conceitos exigem interpretação prática”.
Posteriormente, José Ángel Sandín; do departamento de Direito Público e Contencioso da Masorange, Francisca Hernádez Amezcua; e o sócio e responsável pela Área de Proteção de Dados, IA e Direito Digital da Hogan Lovells, Gonzalo F. Gállego, debateram sobre a integração da IA jurídica especializada nos escritórios para minimizar riscos e melhorar a confiabilidade dos resultados gerados por essa ferramenta.
Além disso, Sandín apresentou as três novidades do GenIA-L: o Agente Memento, o Raciocínio Lefebvre e o lançamento do aplicativo móvel. “Essas novidades só têm utilidade se forem colocadas a serviço dos profissionais, para que sejam mais eficientes e tomem decisões acertadas”, afirmou.
OPERAÇÕES JURÍDICAS E AGENTES DE IA
A diretora de Estratégia e Inovação da Lefebvre, María de la O Martínez; a diretora de Operações Jurídicas da BDO Abogados, Laura Paz; o responsável pela Unidade de Comunicações Judiciais e Administrativas do Santander Espanha, Óscar Peco; e a Head of Legal Operations da ECIJA, Rocío Catalá, avaliaram no segundo bloco como a IA e a automação estão impulsionando novos modelos de colaboração e transformação cultural dentro dos departamentos jurídicos.
Martínez destacou que “a função jurídica está cada vez mais complexa. Por isso, é importante entender como as Operações Jurídicas ajudam a garantir que tudo funcione corretamente: conhecimento jurídico, tecnologia, processos, dados, IA e critério profissional".
A sessão da manhã foi encerrada com a intervenção da sócia responsável pela área de Novas Tecnologias da KPMG Abogados, Noemí Brito, e do diretor da Assessoria Jurídica da Bimba y Lola, Guillermo Zulueta, que avaliaram o impacto dos agentes de IA nas organizações e a transformação dos departamentos jurídicos com os sistemas autônomos.
CASOS DE USO CONCRETO
Como novidade este ano, o Congresso contou com quatro workshops práticos com casos de uso concretos, voltados para a aplicação real da IA em escritórios e organizações, ministrados por especialistas renomados e empresas líderes.
Destacam-se a IA aplicada e os casos de uso; os ecossistemas necessários para que PMEs e escritórios possam aplicar corretamente essas ferramentas tecnológicas; vibecoding e automação; e o impacto da IA nos jovens talentos e nas novas competências que o setor jurídico exigirá nesse sentido.
A terceira edição do “Congresso IA Direito e Empresa” conta com a colaboração do Banco Santander, Deloitte Legal, KPMG Abogados e ETL Global.
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