Publicado 03/09/2026 10:24

A Johnson & Johnson lança “Os segundos”, uma campanha sobre o mieloma múltiplo, o segundo tipo de câncer hematológico mais comum

Archivo - Arquivo - Exame de sangue, marcadores tumorais, mulher trabalhando em um laboratório
GETTY IMAGES/ISTOCKPHOTO / MANDICJOVAN - Arquivo

MADRID 3 set. (EUROPA PRESS) -

A empresa farmacêutica Johnson & Johnson lançou a campanha de conscientização “Os segundos”, uma iniciativa que busca dar visibilidade ao mieloma múltiplo, que é o segundo câncer hematológico mais comum e ainda muito desconhecido pela população.

Essa campanha, protagonizada pelo ator Óscar Jaenada, concentra sua mensagem no fato de que os segundos costumam ser ofuscados pelos primeiros, citando exemplos como a falta de conhecimento sobre a segunda pessoa que pisou na Lua ou sobre qual é a segunda montanha mais alta do mundo. A campanha poderá ser vista por mais de 100 mil pessoas nos cinemas de Madri a partir de 4 de setembro.

“Para a Johnson & Johnson, é fundamental promover iniciativas que ajudem a dar visibilidade e informem com rigor sobre doenças que têm um impacto significativo na vida dos pacientes e de seus familiares, mas que continuam sendo pouco conhecidas pela sociedade”, explicou seu diretor médico na Espanha, Jacobo Muñoz, que acrescentou que este laboratório “tem um firme compromisso com o mieloma múltiplo, buscando impactar de forma real a qualidade de vida dos pacientes em todas as fases da doença, tendo a cura como meta”.

Assim, e por ocasião da comemoração, neste sábado, 5 de setembro, do Dia Mundial do Mieloma Múltiplo, convidamos a refletir sobre o desconhecimento social que ainda envolve essa doença, apesar de sua relevância para a saúde. Por isso, ele explicou que, de acordo com o relatório “Os Números do Câncer na Espanha 2026”, elaborado pela Sociedade Espanhola de Oncologia Médica (SEOM), este ano serão diagnosticados na Espanha 3.602 novos casos.

Além disso, foi divulgado que essa patologia se origina nas células plasmáticas da medula óssea e que, embora afete principalmente pessoas idosas, também pode se manifestar em pacientes mais jovens. A esse respeito, a hematologista do Hospital Universitário Infanta Leonor, de Madri, a doutora Elena Landete, destacou que “é comum, nas consultas, que o paciente não conheça a doença, o que muitas vezes gera medo e incerteza”.

IDENTIFICAR OS SINTOMAS PRECOCEMENTE

“Por se tratar de uma doença de natureza crônica, a relação médico-paciente costuma ser muito próxima e estabelece-se um vínculo de confiança fundamental em todo o processo”, continuou ela, referindo-se à doença, que geralmente é detectada quando o paciente tem entre 65 e 70 anos. Nesse cenário, identificar os sintomas iniciais de forma precoce é fundamental para facilitar um encaminhamento rápido ao hematologista e agilizar o diagnóstico.

Para isso, esta campanha destaca que, entre os sinais mais frequentes, destaca-se a dor óssea — presente em até 75% dos pacientes diagnosticados —, embora existam outros, como a anemia associada à fadiga persistente, a deterioração da função renal e a hipercalcemia, caracterizada por níveis elevados de cálcio no sangue.

Em seguida, Landete ressaltou a importância de otimizar o tratamento desde os estágios iniciais da doença, nos quais “o mieloma múltiplo costuma apresentar menor carga e complexidade biológica, o paciente apresenta melhor estado funcional e o sistema imunológico costuma ter maior capacidade de resposta”. “A maioria dos pacientes recebe, como tratamento de primeira linha, combinações baseadas em três ou quatro medicamentos, que buscam eliminar as células tumorais por meio de mecanismos de ação complementares para alcançar respostas mais profundas e duradouras”, explicou.

“Alcançar o melhor controle possível da doença nas fases iniciais retarda a possibilidade de uma recidiva, que pode ser mais complexa de tratar, e impacta na sobrevida do paciente”, insistiu, para acrescentar que o prognóstico “mudou completamente graças aos avanços terapêuticos nos últimos anos”.

Por isso, ele destacou que “surgiram novas combinações de tratamentos e novas estratégias de imunoterapia (anticorpos monoclonais, conjugados e bispecíficos, terapia CAR-T...) que melhoraram notavelmente a sobrevida dos pacientes”, ao alcançar “respostas mais profundas e duradouras em um número maior de pacientes, tanto nos estágios iniciais quanto nos avançados”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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