Publicado 31/03/2026 08:34

O jejum intermitente facilita a regulação hormonal em mulheres com síndrome dos ovários policísticos, segundo um estudo

Archivo - Arquivo - Ginecologista, trompas de Falópio
GERENME/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 31 mar. (EUROPA PRESS) -

O jejum intermitente pode ajudar a regular os níveis hormonais em mulheres com síndrome dos ovários policísticos (SOP), segundo sugere uma pesquisa liderada por uma equipe da Universidade de Illinois em Chicago (UIC, Estados Unidos).

A síndrome dos ovários policísticos é caracterizada por uma produção excessiva de andrógenos, principalmente testosterona, e pode causar menstruações irregulares, cistos ovarianos, obesidade, acne, crescimento de pelos faciais e até mesmo infertilidade.

A primeira opção de tratamento costuma ser os anticoncepcionais hormonais, mas estes podem ter efeitos colaterais relacionados ao humor, à libido e ao metabolismo, bem como um risco maior de acidente vascular cerebral em algumas pessoas.

Nesse contexto, o estudo da UIC, publicado na revista “Nature Medicine”, analisou o impacto de uma alternativa terapêutica para reduzir os níveis de testosterona: a perda de peso. “Se uma mulher perder cerca de 5% do seu peso corporal, isso pode ajudar a reduzir os níveis de testosterona e evitar qualquer tipo de tratamento farmacológico”, destacou a professora de Nutrição da UIC Krista Varady, que liderou o trabalho.

Em um grupo de 76 mulheres na pré-menopausa com síndrome dos ovários policísticos, os pesquisadores analisaram, durante seis meses, as diferenças entre seguir uma dieta de jejum intermitente, com horário restrito para refeições das 13h às 19h; a contagem de calorias com uma redução calórica de 25%; e não realizar mudanças na dieta.

De acordo com os resultados, ambos os métodos dietéticos reduziram a ingestão das participantes em cerca de 200 calorias diárias, o que resultou em uma perda de peso média de aproximadamente 4,5 kg durante os seis meses. Além disso, as mulheres apresentaram redução nas concentrações de testosterona.

No entanto, apenas a alimentação com restrição horária reduziu o índice de andrógenos livres, a proporção entre a testosterona e a proteína que a transporta pelo sangue, que é um indicador da quantidade de testosterona ativa que chega aos tecidos do corpo. Além disso, melhorou os níveis de HbA1c, um marcador de risco para diabetes.

Embora o jejum intermitente não tenha diminuído outros sintomas da síndrome dos ovários policísticos, como a irregularidade do ciclo menstrual, Varady afirmou que esses sintomas poderiam melhorar se a dieta fosse mantida a longo prazo e, com isso, se conseguisse uma maior perda de peso.

“Este estudo, juntamente com outros publicados por nosso laboratório e por outros, demonstra que o jejum intermitente pode melhorar os níveis hormonais femininos, especialmente em mulheres com síndrome dos ovários policísticos (SOP)”, destacou Varady, que comentou que cerca de 80% das participantes do grupo de alimentação com restrição horária afirmaram que iriam continuar com a dieta.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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