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MADRID 8 nov. (EUROPA PRESS) -
O cientista americano James Watson, ganhador do Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1962 por sua participação na descoberta da estrutura do DNA, morreu aos 97 anos de idade, segundo o Cold Spring Harbor Laboratory (CHSL), instituição onde passou grande parte de sua carreira.
"É com profunda tristeza que lamentamos o falecimento do Dr. James Watson, cientista ganhador do Prêmio Nobel e ex-diretor e presidente do CSHL. Apresentamos nossas sinceras condolências à sua esposa Liz e à sua família neste momento difícil. Reconhecemos as incríveis contribuições do Dr. Watson para a ciência e para a comunidade de pesquisa", disse a instituição em uma postagem em sua conta de mídia social X.
Em 1953, juntamente com Francis Crick e Maurice Wilkins, Watson desempenhou um papel fundamental em uma das descobertas mais importantes da ciência moderna: a descrição da forma de dupla hélice do DNA, uma descoberta que transformou a biologia molecular e a medicina contemporânea.
Em 1968, assumiu a direção do Cold Spring Harbor Laboratory, dando início a uma nova etapa de crescimento profissional ininterrupto que o levaria a se tornar uma referência internacional na pesquisa do câncer.
Durante sua gestão, também promoveu estudos pioneiros em biologia vegetal e neurociência, ampliando os horizontes do centro.
No entanto, sua figura tem sido cercada de polêmica desde 2007, quando o semanário britânico Sunday Times publicou uma entrevista em que o pesquisador expressava opiniões com conotações racistas, sugerindo diferenças intelectuais entre negros e brancos.
Como resultado dessa polêmica, Watson renunciou ao cargo de chefe do laboratório e se retirou da vida pública. A repetição - anos depois - de comentários semelhantes levou a instituição que ele dirigia a romper definitivamente seus laços com ele.
Apesar das sombras de suas declarações, James Watson deixou uma marca indelével na história da ciência, marcada pela descoberta que revolucionou a compreensão da vida em nível molecular.
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