Marcello Valeri/Zuma Press/dpa - Arquivo
MADRID 14 fev. (EUROPA PRESS) - As autoridades italianas voltaram a deter um barco de resgate da ONG alemã SOS Humanity, após este ter protagonizado um novo resgate de migrantes nas águas do Mediterrâneo.
O “Humanity 1”, que acabara de resgatar 33 pessoas com vida e recuperar dois corpos sem vida de um naufrágio, foi interceptado pouco depois por patrulhas italianas e agora deverá permanecer no porto de Trapani, na ilha da Sicília, durante 60 dias antes de ser autorizado a zarpar novamente.
Além disso, as autoridades aplicaram uma multa de 10.000 euros, conforme estipulado pela legislação italiana. O ministro do Interior, Matteo Piantedosi, justificou a operação e criticou o que classificou como “comportamento irresponsável” que também colocou em risco a vida dos migrantes. A SOS Humanity confirmou que a tripulação não se comunicou com o centro de coordenação de resgate marítimo da Líbia, acusando a autoridade de “graves violações dos direitos humanos contra aqueles que buscam proteção”.
O governo da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, anunciou na quarta-feira passada um novo endurecimento de suas políticas migratórias, como, por exemplo, através da introdução de um plano para deter o tráfego marítimo por meio de um bloqueio marítimo, se necessário.
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