Cecilia Fabiano/LaPresse via ZUM / DPA - Arquivo
MADRID 28 ago. (EUROPA PRESS) -
As autoridades italianas abriram uma investigação sobre as atividades de um portal da Internet usado para divulgar imagens roubadas ou manipuladas de mulheres, inclusive de figuras públicas como a primeira-ministra Giorgia Meloni, e que deu origem a conteúdo ofensivo e sexista.
A Polícia Postal, que é responsável por esse tipo de caso, já começou a receber reclamações de supostas vítimas da plataforma Phica. Os investigadores enviaram um primeiro relatório ao Ministério Público e esperam que o volume de reclamações aumente nos próximos dias, dada a cobertura da mídia sobre o caso, de acordo com a agência de notícias AdnKronos.
A ministra da Família, Nascimento e Igualdade de Oportunidades, Eugenia Roccella, prometeu que o governo, "o primeiro chefiado por uma mulher" na Itália, promoverá medidas específicas para monitorar esse tipo de portal e exigir "respeito e dignidade".
Nesse sentido, ela aspira a tornar a Internet "um espaço de liberdade" e não de "repressão e desrespeito", especialmente para os jovens, dias depois que um grupo do Facebook com mais de 30.000 membros veio à tona, no qual também foram divulgadas imagens íntimas de mulheres.
O portal 'Phica' já foi fechado e os responsáveis por ele lamentaram em um comunicado que o que nasceu como "uma plataforma de debate" tenha dado origem a "comportamentos tóxicos". "Por esta razão, com grande pesar, decidimos fechar e remover permanentemente o conteúdo que estava errado", anunciou a plataforma, que alegou que sempre colaborou com as autoridades em várias investigações.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático