Publicado 23/08/2026 16:20

A Itália imobiliza o “Sea Watch 5” por 45 dias e aplica uma multa à ONG que presta assistência a migrantes

Archivo - Arquivo - Nápoles, Itália: O Sea Watch 5 chega ao cais 32 do porto de Nápoles. Cerca de 124 migrantes desembarcam. Durante a noite de 26 de setembro de 2025, o navio humanitário é alvejado por tiros disparados por uma lancha de patrulha líbia, m
Europa Press/Contacto/Antonio Balasco/LiveMedia

MADRID 23 ago. (EUROPA PRESS) -

O governo italiano ordenou a imobilização por 45 dias do navio de resgate de migrantes “Sea Watch 5” e aplicou uma multa de 7.500 euros à organização alemã proprietária da embarcação por não colaborar com as autoridades líbias.

“O ‘Sea Watch 5’ ficará imobilizado por 45 dias”, explicou o ministro do Interior italiano, Matteo Piantedosi, nas redes sociais após a imposição da multa à ONG alemã por “não cumprir as obrigações legais”.

“Trata-se de uma grave violação da lei. As atividades de resgate no mar devem ser gerenciadas e coordenadas pelos Estados competentes, não por ONGs”, acrescentou.

A Sea Watch reafirmou posteriormente o resgate que motivou a sanção e criticou o fato de esta se dever à sua recusa em colaborar com as autoridades líbias. “É verdade. Na quinta-feira, 13 de agosto, após resgatar seis pessoas em águas internacionais, informamos a Itália e os países europeus vizinhos, mas não ao chamado Centro de Coordenação de Resgates Marítimos da Líbia, uma autoridade fantoche que serve para legitimar e transformar em interlocutores aceitáveis os homens e traficantes que, logo após o resgate, apontaram uma arma para nós para que saíssemos de ‘seu território’. São a essas ‘autoridades competentes’ que o ministro se refere?”, argumentou.

Uma deputada do partido governista Irmãos da Itália, Cristina Almici, repreendeu a Sea Watch por “insinuar que o governo italiano colabora com criminosos e traficantes”. “É vergonhoso. Não vamos aceitar lições de uma ONG alemã que diz vir ao Mediterrâneo, ignora as ordens das autoridades competentes e depois acusa o Estado italiano quando é sancionada”, declarou ela, segundo a imprensa italiana.

Assim, ela instou a ONG a recorrer da decisão caso a considere injusta. “É assim que funciona um Estado constitucional (...). Chega dessa história de que o governo não combate os traficantes (...). Na Itália, a lei é respeitada”, reforçou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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