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MADRID, 31 ago. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, acusou nesta segunda-feira o presidente do Governo da Espanha, Pedro Sánchez, de espalhar “mentiras descaradas” ao vincular Tel Aviv à crise migratória em Ceuta, depois de enfatizar que boatos se espalharam nas redes sociais em contas “associadas tanto à Rússia quanto a Israel”, que, em última instância, estariam por trás do incidente na fronteira.
“Ele mentiu novamente, acusando, surpreendentemente, Israel de divulgar informações enganosas sobre os acontecimentos em Ceuta. Isso é uma mentira descarada”, afirmou Saar em uma mensagem nas redes sociais na qual critica Sánchez por suas declarações sobre a origem da crise em Ceuta, em declarações nas quais se recusou a culpar o Marrocos pela entrada em massa de 80 mil migrantes em Ceuta no final de julho.
“Continuar divulgando mentiras difamatórias não desviará a atenção da vergonhosa incapacidade de Sánchez de administrar os assuntos de seu país”, acrescentou o ministro das Relações Exteriores de Israel.
Sánchez ressaltou que não há “nenhuma informação” que aponte Marrocos como origem da crise e, em contrapartida, apontou a Rússia e Israel, juntamente com “uma internacional de extrema direita”, por “utilizar” a migração para “atacar” a Espanha e a Europa.
“De fato, houve redes russas e israelenses que propagaram essas notícias falsas e atacaram o governo da Espanha e os governos europeus em um tema muito delicado, como é a luta contra a migração irregular”, indicou ele, fazendo alusão a análises do Serviço Europeu de Ação Externa da UE, e ressaltando que atacam a Espanha por causa de “suas posições políticas corajosas” em relação ao “genocídio” em Gaza e à “invasão” de (Vladimir) Putin na Ucrânia.
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