NATALYA MAISHEVA/ ISTOCK - Arquivo
MADRID 29 jan. (EUROPA PRESS) - O Instituto de Saúde Carlos III (ISCIII) garantiu nesta quinta-feira que a decisão da Organização Mundial da Saúde (OMS) de retirar da Espanha o status de país livre do sarampo não deve causar alarme ou preocupação entre a população.
“Trata-se de uma decisão técnica, sujeita a critérios epidemiológicos, que não deve causar alarme nem preocupação. Com esta declaração, a OMS não descarta que na Espanha, assim como em outros países que também perderam o status de livres da doença, tenha havido uma cadeia de transmissão com duração superior a 12 meses”, explicou o ISCIII em um comunicado informativo.
Esta semana, o Comitê Regional Europeu de Verificação do Sarampo e da Rubéola, órgão dependente da Organização Mundial da Saúde (OMS), comunicou que a transmissão do sarampo havia sido restabelecida na Espanha e que o país perdia o status de livre do sarampo, pelo qual a doença era considerada eliminada.
Nesse sentido, o ISCIII contextualizou que o aumento dos casos de sarampo na Espanha se deve a uma tendência global em escala mundial e que a grande maioria dos casos são importados ou relacionados à importação, não autóctones, ligados a surtos pontuais. Além disso, destaca que as taxas de vacinação na Espanha se mantêm elevadas, dentro das recomendações da OMS (acima de 95%). De acordo com os dados mais recentes, a porcentagem é de 96,7% com a primeira dose e de 93,8% com duas doses.
O ISCIII sustenta que, como demonstram os estudos de soroprevalência, a população espanhola mantém uma elevada proteção contra o sarampo, e o risco de infecção continua a ser considerado baixo. “Isso não exclui a importância de continuar reforçando medidas preventivas e de saúde pública, destinadas a detectar possíveis surtos, consolidar a vacinação e promover o conhecimento social sobre a doença”, observa.
Num contexto de aumento de casos a nível mundial, o Instituto afirma que é fundamental continuar a manter a vigilância epidemiológica e microbiológica, garantindo a identificação precoce de casos suspeitos, um diagnóstico laboratorial rápido e uma caracterização genómica adequada, além de continuar a promover a vacinação para manter taxas elevadas. TRABALHO DO ISCIII E CONTEXTO DA SITUAÇÃO ATUAL
O ISCIII informou que, como órgão público de pesquisa dependente do Ministério da Ciência, Inovação e Universidades, realiza o trabalho de estudo e vigilância do sarampo em conjunto com o Centro Nacional de Epidemiologia (CNE) e o Centro Nacional de Microbiologia (CNM), em coordenação com as comunidades autônomas e o Ministério da Saúde, do qual também depende.
Nesse sentido, o ISCIII está trabalhando com o Ministério da Saúde na atualização do Plano Estratégico para a Eliminação do Sarampo e da Rubéola, com o objetivo de recuperar o status de eliminação. No âmbito da decisão da OMS sobre a Espanha, as equipes do ISCIII dedicadas a esta doença destacam que a Espanha não se encontra em situação de risco especial e que esta notícia não deve gerar alarme.
Também lembram a importância de evitar a desinformação e citam dois exemplos: “Não se deve exagerar a influência dos movimentos antivacinas na Espanha, e é preciso acabar com os boatos sobre a população imigrante, já que a realidade do aumento global de casos depende de múltiplos fatores”.
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