Publicado 12/03/2026 07:02

O ISCIII confirma a presença no ar de Madrid de um fungo resistente a antifúngicos que não representa risco para a saúde.

O ISCIII confirma a presença no ar de Madrid de um fungo resistente a antifúngicos que não representa risco para a saúde.
ISCIII

MADRID 12 mar. (EUROPA PRESS) - Uma equipe de pesquisadores do Instituto de Saúde Carlos III (ISCIII) realizou um estudo que constatou a presença no meio ambiente da Comunidade de Madri de um fungo resistente ao tratamento com antifúngicos, o qual não representa risco a curto prazo para a saúde da população.

Este trabalho, realizado por membros dos centros nacionais de Microbiologia (CNM) e de Saúde Ambiental (CNSA), ambos pertencentes ao referido organismo, analisou a existência do fungo patogênico Aspergillus fumigatus no ar de Madri. Para isso, contou com a participação do Centro de Investigação Biomédica em Rede de Doenças Infecciosas (CIBERINFEC).

Publicada na revista especializada “Frontiers in Microbiology”, esta investigação revela que uma proporção relevante dos isolamentos ambientais de Aspergillus fumigatus apresenta resistência aos antifúngicos azólicos, medicamentos essenciais no tratamento das infecções causadas por este fungo.

Além disso, os autores deste estudo apontaram que os resultados do mesmo evidenciam um aumento progressivo da resistência antifúngica no ambiente, em linha com as tendências observadas noutros países europeus e relacionadas com a utilização de fungicidas azólicos na agricultura para proteger as culturas. PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA SUBDIAGNOSTICADO

Tudo isso em um contexto em que as infecções fúngicas constituem um problema de saúde pública subdiagnosticado, com um impacto crescente, especialmente em pacientes imunocomprometidos. A resistência aos antifúngicos, que dificulta o tratamento dessas infecções, representa um dos principais desafios atuais em sua gestão clínica. Entre os autores deste trabalho estão os membros do CNM, Ana Alastruey e Juan Carlos Soto-Debrán, que são a última e o primeiro signatários, respectivamente; os também representantes deste centro, Laura Alcazar-Fuoli, Laura Alguacil-Cuéllar, Anastasiia A. Hrynzovska e Emilia Mellado; e os especialistas do CNSA, Francisco Javier Sánchez-Íñigo, Saul García e Alejandro B. Calvo-López.

Estes destacaram a importância de estabelecer sistemas de vigilância padronizados que permitam monitorizar a evolução desta resistência e compreender melhor o seu possível impacto na saúde humana, de modo a promover uma prevenção mais eficaz e facilitar a tomada de decisões informadas em matéria de saúde pública.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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