Publicado 18/08/2026 06:45

O ISCIII avança no conhecimento para criar “minipulmões” para pesquisa biomédica por meio da análise de hidrogéis

Archivo - Arquivo - Pulmões
ALTAYB/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 18 ago. (EUROPA PRESS) -

Uma equipe de pesquisadores do Instituto de Saúde Carlos III (ISCIII) realizou uma análise de diferentes hidrogéis que possibilitam a síntese de “minipulmões” em laboratório e seu desenvolvimento para a pesquisa biomédica, o que gera novos conhecimentos nessa área.

Dessa forma, os cientistas dessa instituição estudaram novas alternativas para a geração desses organoides pulmonares, que imitam a atividade dos pulmões reais. Assim, eles podem servir para investigar diversas doenças, conforme mostram os resultados de seu trabalho, publicados na revista especializada “Stem Cells Research & Therapy”.

Especificamente, e para viabilizar essa síntese, eles avaliaram diferentes hidrogéis, que são substratos inertes, de origem química ou biológica, que permitem o cultivo dos organoides. Esses hidrogéis fornecem o suporte estrutural para o crescimento e a diferenciação de células-tronco capazes de gerar tecidos em miniatura para pesquisa biomédica.

“Os organoides são uma das principais vias de estudo na medicina regenerativa”, continuaram os especialistas, acrescentando que um dos hidrogéis mais utilizados para desenvolvê-los, denominado ‘Matrigel’, é de origem animal, portanto, um dos objetivos é encontrar alternativas biocompatíveis para o desenvolvimento de minipulmões no contexto humano.

OS COMPOSTOS DE ORIGEM NÃO ANIMAL AINDA NÃO ESTÃO SUFICIENTEMENTE MADUROS

Além disso, eles testaram três hidrogéis de origem não animal — ‘Biogelx’, ‘PLTMax’ e ‘GelMA’ —, com o objetivo principal de verificar se eles permitiam, com a mesma eficácia, a diferenciação de células-tronco pluripotentes humanas em minipulmões maduros. Com isso, constatou-se que os organoides desenvolvidos com os hidrogéis alternativos “apresentavam características estruturais anormais e não eram suficientemente maduros”.

Este estudo, cujos autores principais são os membros do Laboratório de Biotecnologia de Células-Tronco e Organoides da Unidade Funcional de Pesquisa de Doenças Crônicas (UFIEC) do ISCIII, Irene Chamorro-Herrero, e do laboratório de referência para pneumococos do Centro Nacional de Microbiologia (CNM) e da Área Respiratória do Centro de Pesquisa Biomédica em Rede (CIBERES), Julio Sempere, concluiu, portanto, que os hidrogéis analisados “não demonstraram a mesma capacidade que o ‘Matrigel’”.

No entanto, “os dados obtidos permitiram abrir novos caminhos experimentais para buscar e avaliar substratos de origem sintética ou humana que possam facilitar a bioimpressão de ‘minipulmões’ in vitro que, no futuro, possam ser utilizados como alternativas à substituição de tecidos e órgãos”, concluíram os autores.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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