Publicado 29/05/2026 07:36

Isabel Azkarate destaca a "rapidez" da fotografia com celular e defende que "o olhar do fotógrafo permanece sempre"

Autorretrato da fotógrafa Isabel Azkarate com um celular Xiaomi
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Autorretrato da fotógrafa Isabel Azkarate com um celular Xiaomi MADRID 29 maio (Portaltic/EP) -

A fotógrafa Isabel Azkarate, uma das grandes referências da fotografia documental e de rua na Espanha, embarcou em um desafio pouco comum em uma carreira construída entre rolos de filme, laboratórios e câmeras profissionais: realizar uma exposição para a PHotoESPAÑA utilizando um smartphone da empresa Xiaomi. Uma experiência que levou Azkarate a celebrar a “rapidez”, a “conforto” e a “qualidade” que o smartphone lhe oferece, ao mesmo tempo em que defende que, independentemente do meio, “o olhar do fotógrafo permanece sempre”.

Para Azkarate, a mudança de ferramenta foi muito mais natural do que esperava. “Ao trocar as câmeras pela de um celular, a verdade é que senti um conforto impressionante. Mas claro, no começo eu não acreditava muito na qualidade das fotos que poderia tirar com o celular”, explica a fotógrafa, que trabalhou durante décadas com câmeras equipadas com lentes Leica, a mesma marca com a qual a Xiaomi mantém uma colaboração tecnológica desde 2022.

A parceria entre a Xiaomi e a Leica permitiu transferir para os dispositivos móveis elementos tão reconhecíveis quanto o gerenciamento de cores, o contraste ou a profundidade de imagem associados à histórica marca alemã. Agora, com sua participação na PHotoESPAÑA, a empresa quer demonstrar que o smartphone pode se tornar uma ferramenta criativa capaz de atender às exigências de fotógrafos profissionais e amadores avançados.

Em declarações à Europa Press, Azkarate valorizou a discrição que o celular proporciona em seu trabalho. Acostumada a capturar cenas espontâneas na rua, ela considera que essa ferramenta facilita uma relação mais natural com o ambiente. “A vantagem que, para mim, a fotografia com celular oferece em relação à fotografia clássica com uma câmera é a rapidez com que você age e, acima de tudo, o foco, que é muito mais rápido. Mas, acima de tudo, destacaria a discrição que significa ter um celular; como hoje em dia todo mundo tira fotos com o celular, você passa despercebida como mais uma pessoa e não como uma fotógrafa profissional”, afirma.

O projeto também serviu para a fotógrafa refletir sobre a relação entre tecnologia e olhar artístico. Ao comparar as novas imagens feitas com o celular com trabalhos de diferentes etapas de sua trajetória, ela chega à seguinte conclusão: “O que pude aprender com essa transição entre gerações tecnológicas é que, claro, continuei fazendo o mesmo tipo de fotos que fazia há 40, 30 ou 20 anos. Ao fazer as comparações e pesquisar, percebi que meu olhar permaneceu o mesmo. Então, aprendi que, independentemente do equipamento usado para tirar as fotos, o resultado é semelhante”.

A empresa destaca que essa colaboração representa um passo importante em sua estratégia relacionada à imagem. “Desde que nos unimos à Leica em 2022, nossa ambição tem sido proporcionar a cada usuário uma capacidade profissional real”, afirma Nelly de Navia, diretora de marketing da Xiaomi Iberia. Segundo a executiva, a presença na PHotoESPAÑA permite mostrar como a tecnologia móvel evoluiu até se situar em um novo território fotográfico, onde a qualidade profissional está ao alcance de mais pessoas.

Azkarate, por sua vez, explica que as ferramentas mudam, mas a essência da fotografia permanece. Diante do avanço constante da tecnologia e do auge da inteligência artificial, a fotógrafa tem certeza. “Vejo o futuro avançando sem parar, e a qualidade das novas câmeras e telefones será cada vez melhor, isso está claro. Mas o olhar do fotógrafo sempre, sempre será o olhar do fotógrafo. Eu, certamente, não uso Inteligência Artificial e, neste momento, não acredito que venha a usá-la muito”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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