Publicado 19/08/2026 14:04

O IRB Barcelona descobre um mecanismo pelo qual o envelhecimento reprograma a atividade genética da pele e favorece a inflamação

Archivo - Arquivo - Casal de idosos carregando mochilas.
PASJA1000/PIXABAY - Arquivo

MADRID 19 ago. (EUROPA PRESS) -

Cientistas do Instituto de Pesquisa Biomédica (IRB Barcelona) realizaram um estudo por meio do qual identificaram um mecanismo molecular pelo qual o envelhecimento reprograma a atividade genética da pele e favorece a inflamação, algo que foi observado em camundongos e comprovado pela análise de dados de pele humana.

Este trabalho, publicado na revista especializada “Nature Aging” e liderado pela doutora Guiomar Solanas — membro do Institut de Recerca Sant Joan de Déu, do Pediatric Cancer Center Barcelona, e que fazia parte do IRB Barcelona na época da realização do estudo — e pelo representante deste centro, o Dr. Salvador Aznar Benitah, concentrou-se em obter respostas sobre o processo que faz com que a pele, à medida que envelhece, perca parte de sua capacidade de se regenerar, cicatrizar feridas e manter uma barreira eficaz contra o ambiente externo.

“Entre as causas dessa deterioração está uma inflamação leve, mas persistente, associada à idade; no entanto, ainda não se sabe bem quais mecanismos mantêm ativa essa resposta nas células da pele”, explicaram os autores, que acrescentaram que, durante essa fase da vida, “duas proteínas, chamadas BMAL1 e YAP, alteram a maneira como atuam em conjunto e aumentam a atividade de genes inflamatórios na epiderme, a camada mais externa da pele”.

Conforme destacou Aznar Benitah, os resultados obtidos com essa pesquisa “mostram que, durante o envelhecimento, mecanismos que normalmente mantêm o equilíbrio da epiderme mudam de função e passam a amplificar a inflamação”.

Nesse sentido, os pesquisadores divulgaram que a BMAL1 é conhecida por fazer parte do relógio circadiano, que coordena inúmeros processos do organismo ao longo do dia; enquanto a YAP ajuda as células a se adaptarem às mudanças físicas em seu ambiente. “O estudo revela que ambas as proteínas atuam em conjunto na epiderme independentemente dos ritmos diários”, destacaram, acrescentando que “na pele adulta, essa colaboração contribui para preservar a identidade e o funcionamento correto das células da pele”.

EXPLICAÇÃO PARA UMA DESCOBERTA ANTERIOR POR MEIO DA IL-17

No entanto, “o que ocorre com a idade é que as mudanças na rigidez da pele, juntamente com um aumento dos sinais inflamatórios, fazem com que ambas as proteínas se concentrem em regiões do DNA que controlam genes inflamatórios e aumentem sua atividade”, esclareceram, ao mesmo tempo em que lembraram que essa descoberta dá continuidade a um estudo do mesmo laboratório, publicado em 2023, no qual a IL-17 foi identificada como um sinal inflamatório fundamental no envelhecimento cutâneo.

A esse respeito, eles destacaram que, conforme constatado na época, “em camundongos, o bloqueio temporário dessa proteína reduziu a inflamação persistente e retardou alguns traços associados ao envelhecimento da pele”. No entanto, esta nova pesquisa “mostra o que ocorre dentro das células epidérmicas quando recebem esse sinal, proveniente das células imunológicas da derme”, afirmaram.

“De acordo com os experimentos, a IL-17 contribui para a ativação da YAP” e, quando a IL-17 é bloqueada em camundongos idosos, também diminuem “a atividade associada à YAP e a expressão dos genes inflamatórios estudados”, continuaram, concluindo com a observação de que “a descoberta esclarece como o envelhecimento e a inflamação se relacionam na pele”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado