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MADRID 22 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Iraque, Nizar Amedi, confirmou neste sábado que o Irã está concedendo “facilidades” às suas exportações de petróleo do sul, essenciais para a sustentação da economia nacional, após a visita do chefe de negociações iraniano, Mohamed Baqer Qalifab, que teve início na quarta-feira em Bagdá.
Durante sua participação neste sábado na oitava Conferência de Diálogo de Bagdá, o presidente iraquiano ratificou o que a agência oficial de notícias iraniana IRNA havia divulgado poucas horas antes: Teerã concedeu ao Iraque permissão para que vários de seus petroleiros atravessem o Estreito de Ormuz, embora não tenha fornecido detalhes sobre o momento nem o número de navios iraquianos que já passaram ou pretendem passar pela rota marítima.
Em abril, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, já havia adiantado que seu país faria todo o possível para facilitar a passagem de navios cargueiros de países com os quais mantém boas relações, como China, Paquistão ou o próprio Iraque, em meio à paralisia que reina no estreito, sob controle de Teerã e sujeito a um bloqueio perimetral imposto pelos Estados Unidos.
Antes da guerra que eclodiu com o ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã no final de fevereiro, o Iraque produzia cerca de quatro milhões de barris de petróleo por dia e exportava uma média de 105 milhões de barris por mês, principalmente a partir de Basra, no sul do país, através do estreito de Ormuz, vital para o abastecimento energético mundial.
No entanto, desde o início da guerra contra o Irã em fevereiro, o Iraque vem se esforçando para manter o ritmo de suas exportações por outras rotas, seja pelo porto turco de Ceyhan, pelo porto sírio de Baniyas ou pelo porto jordaniano de Aqaba, conforme explicou na última sexta-feira o primeiro-ministro Ali al Zaidi.
O Iraque, cujas vendas de petróleo bruto representam cerca de 90% de sua receita, busca aumentar suas exportações de petróleo para atingir uma média diária entre 8 e 10 milhões de barris em um prazo de seis anos, conforme declarou Al Zaidi.
Qalifab, que já encerrou sua visita ao Iraque, avaliou sua viagem de forma muito positiva, “marcada pela cordialidade fraterna” e, acima de tudo, pelo início firme de “uma nova fase” das “operações de cooperação econômica” entre os dois países no contexto da guerra.
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