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MADRID 28 set. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, rejeitou a reativação das sanções das Nações Unidas sobre seu programa nuclear e reprovou o E3 - Alemanha, França e Reino Unido - e os Estados Unidos por apostarem no "confronto", alertando que "eles não vão aceitar essas medidas ilegais".
Em uma carta enviada ao secretário-geral da ONU, António Guterres, Araqchi disse que a decisão do E3 de reintegração imediata é "inválida", pois "sofre de falhas legais e processuais".
Araqchi enfatizou que esses três países "se recusaram" a usar os mecanismos de resolução de disputas incluídos nos acordos de 2015 e que também "justificaram" ataques contra "instalações pacíficas", em referência aos recentes bombardeios do Irã e dos Estados Unidos.
"As tentativas de reviver resoluções caducas carecem não apenas de base jurídica, mas também de justificativa política e moral", disse Araqchi, acrescentando que esses ataques israelenses e norte-americanos "tornaram essas resoluções caducas obsoletas e desconectadas da realidade".
Ele lamentou a decisão, que teve a oposição dos outros países que compõem os acordos de 2015, como a China e a Rússia, e reafirmou que "o Conselho de Segurança não pode agir com base no aviso defeituoso dos três países europeus".
"Nenhum país é obrigado a restabelecer restrições anteriores. O direito internacional e a Carta da ONU afirmam claramente que as obrigações não podem ser criadas por procedimentos inválidos ou por falta de consenso no Conselho", ressaltou o chefe da diplomacia iraniana.
Araqchi afirmou que as tentativas do E3 e dos EUA de reviver essas sanções são "fúteis" e enfatizou a falta de "autoridade" e o "abuso flagrante" que elas cometem, pedindo a Guterres que ponha um fim a essa medida e impeça que os recursos da ONU sejam alocados para essas "ações ilegais".
"Contamos com seu senso de responsabilidade para garantir que alguns governos ocidentais, agindo fora da lei e com motivos políticos mesquinhos, não abusem do Secretariado para exercer coerção política contra o Irã", pois isso "minaria a credibilidade e a imparcialidade da ONU", disse ele.
Araqchi concluiu que o Irã sempre confiou na diplomacia para resolver conflitos, mas que se reserva o direito de responder como achar melhor se, em última instância, insistir em prejudicar o Irã, com a responsabilidade recaindo sobre aqueles que "preferiram o confronto e a pressão à cooperação".
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