Publicado 08/02/2026 06:42

O Irã pede "seriedade" aos EUA nas negociações e avisa que não se sente intimidado pela sua última mobilização militar.

Archivo - Arquivo - O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, durante uma reunião no Cairo, Egito, em setembro de 2025 (arquivo)
Stringer/dpa - Arquivo

Teerã informa a Rússia e a China sobre as novas conversações com Washington e aprecia o envolvimento das potências regionais MADRID 8 fev. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, pediu aos EUA que ajam com “seriedade” e deixem de impor sanções a Teerã em um momento tão delicado como é a lenta retomada das conversações indiretas entre os dois países sobre o programa nuclear da república islâmica.

Ao regressar ao Irã após participar esta semana nas conversações com os EUA em Mascate, capital de Omã, Araqchi insistiu nas ideias que explicou logo após o término do encontro. Teerã entende que essas negociações tratam apenas do programa nuclear e que seu programa de mísseis está fora de discussão. Além disso, as recentes demonstrações de força dos EUA na forma de destacamentos militares não terão o menor efeito intimidatório sobre as autoridades iranianas. “A atual postura militar dos Estados Unidos e seus aliados na região não assusta o Irã. Embora acreditemos na diplomacia e na racionalidade, também estamos preparados para a guerra e possuímos o poder necessário”, advertiu em declarações recolhidas pela agência de notícias semioficial iraniana Tasnim. Araqchi matizou neste domingo que existe uma diferença importante em relação a outras negociações internacionais empreendidas pelo Irã sobre seu programa nuclear. Ao contrário do histórico acordo de 2015 (agora completamente dissolvido pela retirada dos EUA três anos depois), agora as potências da região estão envolvidas e até mesmo a Rússia e a China, aliadas de Teerã, estão cientes do andamento das novas conversações.

“Eles temem nossa bomba nuclear, mas não estamos buscando uma”, insistiu Araqchi pela enésima vez, antes de argumentar que “a ‘bomba atômica’ do Irã é sua vontade de não se submeter às grandes potências ocidentais”.

Araqchi aproveitou finalmente para lamentar gestos norte-americanos como o anúncio feito na sexta-feira, logo após o término das conversações em Omã, de novas sanções contra o país. “A imposição de novas sanções e as ações militares mencionadas geram dúvidas sobre a seriedade e a disposição da outra parte para realizar negociações reais”, lamentou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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